Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A todo momento, penso, mas nem sempre faço.


Por

Por ficar, me acomodo.
Por lutar, me descontrolo.
Por reclamar, me isolo.
Por desejar, me exploro.

Por sentir, me permito.
Por parar, me conflito.
Por cair, me levanto.
Por sonhar, me esbanjo.

Por ser me encorajo.
Por ir me encontro.

Por ter-me desapego.
Por ti me entrego.

Por ser, sou isso.
Por isso, sou ser.
Se sou um ser sendo.
Serei sendo um ser, a todo momento.

Vander Che
2016

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A última poesia do ano, de 2115.



Que ano (Um breve relato de um ano interminável)


Desvairado de desníveis. 
Nada linear e nem concreto. 
Tudo muito incerto. 
E ao relento.

Fui dobrando meus joelhos
Re-descobrindo alguns desejos. 
Sem saber...
Se era o certo, 
Se era bom, 
Se era correto.

Manter a cabeça erguida, não foi tão fácil assim.

Vontades de desistir, tive muitas sim.

Mas eu conseguir segurar
Toda peso da decisão. 
De continuar só por essas estradas
Que me reservou descoberta, alegria e, às vezes, até o nada.

Do que se foi, ficaram lembranças. 
Do que brotou, algumas coisas já se foram. 
Do que almejei, alcancei pouco. 
Do que aprendi, levarei comigo pra todo sempre.

Sem desdém.

Vander Che
2015.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Poetizando.


Poetizando sobre Formas

Formas e imagens
Representam mil olhares.

Traços e contornos
Apresentam mil esboços.

Cores e falas
Representam mil ideias.

Gestos e afetos
Apresentam ser sinceros.

Arte e cultura
Apresentam mil posturas.

Em diversas ruas
Às vezes cruas
Às vezes nuas
Mas cheias de desenvolturas.

Vander Che
2015

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Poesia que liberta, e alimenta a alma.


Senti-dos

Vejo-te sem ensaio
E me emociono com teu abraço.

Busco me controlar
E me arrependo de não conseguir
falar.

Tudo o que sinto
Tudo o que preciso
Esta expresso no ar
Não há como controlar.

Sinto-me sem chão
E me escondo no colchão.

Travo uma batalha
E me entravo, com uma espada afiada.

Não será fácil
Não pensar em você.
Não haverá plágio
Neste ato, pode crê.

Vejo que não posso cair
Sinto que preciso prosseguir.

Me desculpe por ser sincero.
Eu ainda não te amo.
Mas eu sei, muito bem,
Que eu te quero!

Vander Che
2015

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Nem Tudo... (Ou um Niilismo qualquer)

Wassily Kandinsky. No Branco 1920.
Foto: Vander Che.


Nem tudo... (Ou um Niilismo qualquer)

Nem tudo é explicado. 
Nem tudo é colocado. 
Nem tudo é expressado. 
Nem tudo é calculado.

Nem tudo é nada. 
Nada não é tudo. 
É tudo ou nada?
Ou tudo, ou nada.

Nem tudo é falado. 
Nem tudo é sentido. 
Nem tudo é clamado. 
Nem tudo é escudo.

Nem tudo é
O que queremos. 
Mas, se (quase tudo)
Podemos. 
Porque não temos?

O nada é muito. 
O muito não é nada. 
Nem tudo se torna mito. 
Não omito minha fala.

Vander Che
2015

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Produzindo enquanto as ideias estão surgindo.

Eis o gesto que me tira do sério. 

Que maestria se lançar 
No espaço, a sua frente.
Em busca de um olhar.
Profundo e contundente.

No balanço, se faz arte.
E o corpo se perpetua.
Com a força, ela se mexe.
Para brilhar, sem estar nua.

Quanta beleza.
Quanta veemência.

Expressas em gestos.
Conquistando afetos.

Na mais simples ternura.
Como a cor púrpura.
Que sensação pura.
Sem culpa.

A dança te leva.
E eleva minhas sensações.
Que o gesto seja certo.
Para acalmar, nossos corações.

Vander Che
2015 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Aos Humanos e Não Humanos


"Que haja flores e pássaros. 
Muitas árvores e animais. 
Que não aja mais maus tratos. 
Pois as vidas, são especiais."


Vander Che.

(Aos humanos e não humanos.)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dedicado a elas...

Foto: Weslley Tadeu
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=841027916018664&set=a.220591834728945.47681.100003343892838&type=3&theater

Há Simplicidade


Quando à simplicidade.
Brincadeira,
Vivência,
E a transparência, 
Sem muita turbulência... 

Vão além das crenças.
Das insistências
De alguns adultos. 
Que lhes tiraram as esperanças.

Se resume em gestos e afetos.
Em dispersos sorrisos.
Mesmo com muitas dores, 
Acabam se tornando ricos.

De amores.
Em esperanças.
Sem rancores.
Com clemências.

Em estourar uma bexiga.
Com água fria.
Na cabeça quente
Sem nenhuma melancolia.

Ahhhh, que alegria.
Que alegria.

Vander Che
2015

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mais uma... Poesia fresquinha.



Faria... Tudo outra vez.

Pra cima e pra baixo, 
A todo instante.
Sem conversantes.
Sem empolgantes. 

Mas com muita determinação.
Ao lados de irmãs e irmãos.
Que correram tanto quanto eu.
Para mostrar, que podemos transformar
Nossa alimentação, sem crueldade, sem sangue
Sem desunião.

Tanta coisa acontecendo, 
E a cabeça estava louca.

Observei por poucos segundos, 
O que meus olhos puderam ver.
Crianças correndo no parque.
Adultos dando risadas.
Em uma tarde de domingo.
Curtindo, muito mais, que numa balada.

Que dia, que correria.
Faria tudo novamente.
Sem precedentes.
Com mais amor
Sem nenhuma dor.
E extremamente consciente.

Aos animais
Aos humanos.
Aos que acreditam
Em um mundo.
Mais colorido, mais verde, mais sincero, mais plano.


Vander Che
2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Mais uma.. Poesia nossa.

Foto: Angélica Pereira Lopes

Respingos e Marcas

O respingo deixou marcar
Em muros, telas e madeiras. 
Não pegaram fogo, mas o calor se exala, 
em meio aos contos de fada, até parece brincadeira.

Ainda se apagam os dizeres populares. 
Que apresentam diversas histórias. 
Em meio a tantas derrotas.

É...

Ainda relutamos. 
Mesmo com materiais caros e subumanos. 
Mas continuamos labutando. 
Sem espadas e sem armas.
Porém, aos prantos e se escambos.

Ainda sofremos muito, com o descaso e o abandono. 
De um Estado punitivo e sem ritmo, que não prioriza mudar nosso cotidiano.

E totalmente insano, os governos entram em desanimo. 
Sentem que não terão mais apoio humano.

Pois o povo anda se munindo, de informações, de idéias e de ótimos planos. 
Pra romper com todo arranjo, organizado por alguns tiranos.

Mas ó...

As cores sobreviverão. 
E nos muros estarão, registradas nossas vitórias. 
As manchas permanecerão. 
Para que não haja mais derrotas,
Nestas terras tão latinas, lindas e grandiosas. 
E deixaremos de sobreviver neste mundo cão.


Vander Che
2015

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pela Arte.


Arte e Eu

Que a música, poesia, dança, teatro, cinema,
ilusionismo possa nos levar a outro mundo. 
Que possa nos conectar com outra esfera,
pois essa terra anda meio fadada,
de injustas promessas
e sem nenhuma esperança milagrosa,
quem dirá honesta.

Que as artes em seu estrito plural,
também se multiplique para além do irracional,
nos corações que já estão abatidos,
após o longo
temporal.
Que assim seja. 
Que assim continue. 
Que assim, ARTE. 
Você seja
Minha eterna
Companheira.


Vander Che
(Sobre um sentimento que vai muito além de lamento).

Porque escrever me faz bem...


Por aí.

Com o fone no ouvido, vou trilhar o meu caminho,
entre cacos e espinhos,
vou sobreviver aos empecilhos,
causados pelos tombos
de um ritmo não contínuo.
Na frente dos corres,
amplitudes se acumulam.
 
Outras faces em minha frente se movem,
em busca de paz e ternura.

E assim vou seguindo,
com o fone no ouvido.
 
Escutando músicas e sons,
no compartilhamento das idéias
de sim
ser são.


Vander Che

Poesia


Imaginar

O sinal está espeço. 
Volta e meia
Em meia a volta. 
Sinto uma falta.

De conversar, de falar. 
De ouvir, de escutar.

Sedento eu me sinto. 
Estou no Paraíso. 
Mas não, aqui é zona leste. 
Longe demais, cabra da peste.

Eu ainda insisto e investigo. 
Para observar e adentrar em seu mundo.

Aparece estar on
Mas o off atrapalha. 
Fico a escutar um som. 
Porque eu não pude aproveitar?
A sua volta?

Fico na espera. 
De um dia lhe re-ver. 
E poder falar, olhando pra você. 
Foi bom te re-conhecer.


Vander Che
(Voltando a colocar poesia em minha caminhada.)

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Poesias 2015

Serenidade plena, mas não serena.

No mais, estou assim
Disposto a realizar
Ações sem fim.

Com fôlego eu corro.
No canteiro do gosto.
Para sentir o mel
Menos o desprezo.

Sem reclamar.
Estou a procurar.
Algum sentido e lugar.
Adiante desta terra
Ou de qualquer mar.

Que a derradeira deixa
Se desfecha
Qualquer postura
Individualista e pura.

Sou humano
E errar não é espanto.
Vou caminhando. Velejando. Viajando. 

Mas o até logo
Eu não suplico.
Não planto.
Não dou respiro.
Me tranco.

Vander xCHEx - 2015

sábado, 6 de dezembro de 2014

...

Autor: M.C. Escher. Obra: Limite Circular I. Técnica: Xilografía, 1958.

Na Calada

A noite esta calada.
O barulho que se ouve
É da moto do guarda.
Que gela na miúda
Em busca da sobrevivência
Nas ruas escuras.

Pessoas não se vêem.
Ao menos ao olho nu.
Onde o medo toma conta
O horror nos amedronta
Em meio ao caos
Da Rua Azul.

Azul que representa,
Infinito e conforto.
Porém a bandeira política carrega,
Uma cor amarela
Que não representa
A dor singela
De quem vive na favela.

O vermelho se faz presente
Como sangue não pisado, mas quente.
Em meio a gente
Sem dar o direito - e tempo,
De se proteger
Da bala tangente.

O barulho diminui
Os gritos cessam
A rotina não existe
A criançada gela.

Até quando?
Até!!!
Quando?

Vander xCHEx
2014