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quarta-feira, 1 de junho de 2016

A todo momento, penso, mas nem sempre faço.


Por

Por ficar, me acomodo.
Por lutar, me descontrolo.
Por reclamar, me isolo.
Por desejar, me exploro.

Por sentir, me permito.
Por parar, me conflito.
Por cair, me levanto.
Por sonhar, me esbanjo.

Por ser me encorajo.
Por ir me encontro.

Por ter-me desapego.
Por ti me entrego.

Por ser, sou isso.
Por isso, sou ser.
Se sou um ser sendo.
Serei sendo um ser, a todo momento.

Vander Che
2016

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dedicado a elas...

Foto: Weslley Tadeu
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=841027916018664&set=a.220591834728945.47681.100003343892838&type=3&theater

Há Simplicidade


Quando à simplicidade.
Brincadeira,
Vivência,
E a transparência, 
Sem muita turbulência... 

Vão além das crenças.
Das insistências
De alguns adultos. 
Que lhes tiraram as esperanças.

Se resume em gestos e afetos.
Em dispersos sorrisos.
Mesmo com muitas dores, 
Acabam se tornando ricos.

De amores.
Em esperanças.
Sem rancores.
Com clemências.

Em estourar uma bexiga.
Com água fria.
Na cabeça quente
Sem nenhuma melancolia.

Ahhhh, que alegria.
Que alegria.

Vander Che
2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Mais uma.. Poesia nossa.

Foto: Angélica Pereira Lopes

Respingos e Marcas

O respingo deixou marcar
Em muros, telas e madeiras. 
Não pegaram fogo, mas o calor se exala, 
em meio aos contos de fada, até parece brincadeira.

Ainda se apagam os dizeres populares. 
Que apresentam diversas histórias. 
Em meio a tantas derrotas.

É...

Ainda relutamos. 
Mesmo com materiais caros e subumanos. 
Mas continuamos labutando. 
Sem espadas e sem armas.
Porém, aos prantos e se escambos.

Ainda sofremos muito, com o descaso e o abandono. 
De um Estado punitivo e sem ritmo, que não prioriza mudar nosso cotidiano.

E totalmente insano, os governos entram em desanimo. 
Sentem que não terão mais apoio humano.

Pois o povo anda se munindo, de informações, de idéias e de ótimos planos. 
Pra romper com todo arranjo, organizado por alguns tiranos.

Mas ó...

As cores sobreviverão. 
E nos muros estarão, registradas nossas vitórias. 
As manchas permanecerão. 
Para que não haja mais derrotas,
Nestas terras tão latinas, lindas e grandiosas. 
E deixaremos de sobreviver neste mundo cão.


Vander Che
2015