segunda-feira, 11 de junho de 2018

Poesia nova

SerSendo. 


Promover o improvável.
Apresentar o desprezível.
Assimilar o contrário.
Inverter o estável.

Sentir a doçura.
Lapidar a ranhura.
Definir a cantoria.
Permitir a primazia.

Estar estando.
Sentir sentindo.
Focar focando.
Doar doando.

Fraco me sinto.
Às vezes, perdido.
Animado e tranquilo.
Nem sempre complico.
- Às vezes padeço e sinto.

Vander C. Guedes.
2018.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Mini-Conto

AMimComCarinho


“Parecia ser perplexo seu sinal quando a luz surgia no final da estrada. 
A caminhada foi longa, difícil e com mudanças variáveis no tempo físico a todo momento. 
Quem dera eu ser um pássaro, uma máquina ou algo que não é exista, mas era apenas eu e mais ninguém. 
E comigo mesmo citei os melhores versos de poetas presentes para preencher meu vazio, mas o suporte era amplo e único que a mais-valia não se perpetuou em mim. 
Precisei de mais elementos que pudessem, assim, alimentar meu corpo e minhas ideias para permitir minha continuidade sem olhar pra trás, sem esperar uma suposta esperança. Cogitei um ombro amigo mas preferi partir sem medo do que há de vir adiante.”

Vander C. Guedes
2018.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Sobre a vida. Há vida?

Ponto de partida


Sentimentos sinceros
Quando o corpo está incerto.
Pensamentos dispersos
Em um tempo inconcreto.

Falta decência.
Expressa-se imprudência.
Atitudes espontâneas
Acima das montanhas.

Voar é im-possível.
Se jogar é compreensível.
Levantar é difícil.
Se alto segurar é plausível.

E o jogo continua
E as dores se acumulam.
À espera do apito final
Pra encerrar de maneira transcendental.

Vander C. Guedes
2018


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Poesia nova

Sobre-estar


Por menor que seja, eu ainda sinto.
Meu medo maior, é ficar sozinho. 
Ah momentos que a mente viaja. 
Ah sentimentos que o corpo não para. 

De pensar. 
De refletir. 
De sanar. 
De partir. 

O corpo anda frágil. 
O olhar esta fadigado. 
A esperança dispersa-se com o tempo. 
Não aguardo mais aquele esperado momento. 

De ver. De sentir. 
De viver. De produzir. 
Sentidos pra continuar. 
Motivos pra não desanimar. 

Mas vou tentar seguir
Trilhar outro caminho. 
Quem sabe lá na frente
Tenho outro tipo de desafio. 

Sem tanta dor. 
Sem tanta esperança. 
Sem tanta dor. 
Sem tanta ânsia. 

Vander Clementino Guedes 
2018

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Poetizar-me

Afeto em partículas


Palavras que somam
Em linhas paralelas.
Sentidos que transbordam
Em meio à luz de velas.

O tempo voa rápido
Sem nenhum presságio.
A corda esta bamba
Aqui ninguém mais samba.

Frases se afundam
Em momentos obscuros.
Atos feitos se julgam
Como ações sem prumos.

A alma se transforma
Sem pretenção, sem nenhuma
glória.
O caminho anda tumultuado
Mas desistir agora, será um grande
atraso.

Voar sem medo.
Arriscar sem pretexto.
Sofrer o necessário.
Fortalecer o âmago.

Vander Clementino Guedes
2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Educar com arte

Inter-Ação (Parte II)


A poesia se concretiza
com a alegria das cores.
Formas são pensadas
em plataformas não alienadas.

Tanta audácia usurpada
Em atitudes pensadas.

O medo do desequilíbrio
se perpétua na caminhada.
Horas preciosas
em camadas não compostas.

Pois elas são sólidas
E poderosas.

Acenar e criar
Serão atos concretos.
Permitir e existir
Serão desejos e afetos.

Vander Clementino Guedes
2018

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sobre a sensação de voltar pra educação

Inter-Ação


Mundos paralelos 
Que se conectam e integram 
Em um universo de fantasias, alegrias
E amontoados gestos de afetos. 

Afetos que não se sentem.
Brincadeiras que se perdem. 
Sentidos imersos a gritos. 
Movimentos quase sempre repetidos. 

É preciso caminhar na mesma ideia
Sentir a vibe sem miséria. 

Em seguida apresentar as tragédias. 
Desde mundo real, desumano e fatal. 
Cheio de alegrias e de mazelas. 

Uma tarde de contato
Onde o tempo não é inimigo. 
Os olhares são cheios de desconfianças. 
E interferem certeiro em cada íntimo. 

Vander Clementino Guedes
2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Sobrevivência poética

Meio ao Ca(os)is 


Em meio às mudanças mundiais e
Avanços comportamentais,
Algumas atitudes (humanas) se tornam banais e
Presenciais pois, tanto fez como tanto faz.

O que há de estranho
Também causa estrago.
O que há de tempo
Provoca ausência de espaço.

Existem maneiras e formas de
Mudar esse quadro.
Mas inexistem utopias e ânimos
Pra reverter esse fato.

O que há de estranho
Ocasiona muito espanto.
O que há (ainda) de tempo
Provoca dor e lamento.

Vander Clementino Guedes
2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Poesia sólida

Em composição


o corpo em empatia consigo,
em meio ao caos.

tanta queda em estado sólido
em meio a pressão.

o gesto em comum com afeto
preserva o ego.

sem comunicação
sem vontade
sem razão

Vander Clementino Guedes
2018

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Sobre aquilo que preciso ser

Aconchego chegado


E os arbustos cobrem alguns elos
Que se conectam entre corpos e olhares discretos.
Outras paisagens se esvaem no chão e no teto.
Em um caminho sem elos e afetos.

As sombras que protegem os microcosmos
Se fazem presentes no entardecer da vida.
Sensações são disparadas, descobertas e desobedecidas.
No momento em que: atitudes e virtudes são apenas preces sem mais-valia.

Perece-se. Espere-se.
Reflete-se. Recomece-se.
Acomode-se. Aprimore-se.
Confronte-se. Permita-se.

Sem ser um arbusto incontrolável.
Sem maldade na sua essência.
Sem seguir todas regras com prudência.
Seja sempre você mesma, uma árvore de pura sapiência.

Vander Clementino Guedes
2018