sexta-feira, 13 de abril de 2018

Educar com arte

Inter-Ação (Parte II)


A poesia se concretiza
com a alegria das cores.
Formas são pensadas
em plataformas não alienadas.

Tanta audácia usurpada
Em atitudes pensadas.

O medo do desequilíbrio
se perpétua na caminhada.
Horas preciosas
em camadas não compostas.

Pois elas são sólidas
E poderosas.

Acenar e criar
Serão atos concretos.
Permitir e existir
Serão desejos e afetos.

Vander Clementino Guedes
2018


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sobre a sensação de voltar pra educação

Inter-Ação


Mundos paralelos 
Que se conectam e integram 
Em um universo de fantasias, alegrias
E amontoados gestos de afetos. 

Afetos que não se sentem.
Brincadeiras que se perdem. 
Sentidos imersos a gritos. 
Movimentos quase sempre repetidos. 

É preciso caminhar na mesma ideia
Sentir a vibe sem miséria. 

Em seguida apresentar as tragédias. 
Desde mundo real, desumano e fatal. 
Cheio de alegrias e de mazelas. 

Uma tarde de contato
Onde o tempo não é inimigo. 
Os olhares são cheios de desconfianças. 
E interferem certeiro em cada íntimo. 

Vander Clementino Guedes
2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Sobrevivência poética

Meio ao Ca(os)is 


Em meio às mudanças mundiais e
Avanços comportamentais,
Algumas atitudes (humanas) se tornam banais e
Presenciais pois, tanto fez como tanto faz.

O que há de estranho
Também causa estrago.
O que há de tempo
Provoca ausência de espaço.

Existem maneiras e formas de
Mudar esse quadro.
Mas inexistem utopias e ânimos
Pra reverter esse fato.

O que há de estranho
Ocasiona muito espanto.
O que há (ainda) de tempo
Provoca dor e lamento.

Vander Clementino Guedes
2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Poesia sólida

Em composição


o corpo em empatia consigo,
em meio ao caos.

tanta queda em estado sólido
em meio a pressão.

o gesto em comum com afeto
preserva o ego.

sem comunicação
sem vontade
sem razão

Vander Clementino Guedes
2018

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Sobre aquilo que preciso ser

Aconchego chegado


E os arbustos cobrem alguns elos
Que se conectam entre corpos e olhares discretos.
Outras paisagens se esvaem no chão e no teto.
Em um caminho sem elos e afetos.

As sombras que protegem os microcosmos
Se fazem presentes no entardecer da vida.
Sensações são disparadas, descobertas e desobedecidas.
No momento em que: atitudes e virtudes são apenas preces sem mais-valia.

Perece-se. Espere-se.
Reflete-se. Recomece-se.
Acomode-se. Aprimore-se.
Confronte-se. Permita-se.

Sem ser um arbusto incontrolável.
Sem maldade na sua essência.
Sem seguir todas regras com prudência.
Seja sempre você mesma, uma árvore de pura sapiência.

Vander Clementino Guedes
2018

quarta-feira, 21 de março de 2018

Relato de uma vivência além de experiêncial

Estar presente por inteiro, estar por completo e sem medo


Estar imerso a um processo criativo de trabalho e apresentar a demais pessoas, exige de nós: tempo, comprometimento, atenção, dedicação, estudo, pesquisa, ousadia para arriscar-se ao incerto, estar pleno e estar por inteiro a cada minuto e segundo desta criação, seja ela pessoal ou coletiva. Nessa perspectiva, é notável também o quanto nos descobrimos - daquilo que achamos ser e não somos - e o quanto ainda estamos por saber - processo de aprendizagem - de algo que pensávamos que sabíamos mas na real não tínhamos tanto conhecimento.

Acompanhar ensaios de um grupo de artes integradas de quebrada facilita muitas coisas: acesso, contato, conhecimento, discussões, criações - para além da dança -, e no meio disso tudo se faz necessário e importante ter: Fôlego, Partida e Dança, Memórias Marginais de Corpos que estão em "ESTADO" de Desapropriação constantemente para se trilhar uma história horizontal e não vertical, com pessoas diversas e de diversos extremos, sejam eles da zona leste a zona norte da cidade como do Grande ABC para um único ponto: Rua Urutu.

A busca pela memória se faz tão particular e sensível a nós, que a cada lembrança de brincadeiras, de contos da infância, dos perrengues, das partidas e voltas de pessoas queridas, do desenvolvimento agrário e ocupacional do espaço, do "se vira nos 30" quando os problemas extrapolam nossas forças físicas que é inevitável as comparações, as semelhanças e as descobertas de algo que: não pertencia ao meu particular, mas que após o primeiro contato com essas narrativas e contos, se tornam tão minhas quanto das pessoas que anunciam essas vivências, esses causos, essas histórias. E tudo começou com uma turma que se nominou em um determinado momento de suas vidas, Núcleo Ximbra, e pra quem não sabe: ximbra nada mais é - para outras pessoas e localidades - a famosa Bolinha de Gude. 


Particularmente, esse núcleo tem salvado vidas e despertado outras visões de mundo - nesse mundo que anda tão hostil nos últimos tempos, mas que também encontram-se outras realezas in-descobertas da grande mídia. O foco nem é esse do núcleo, as objetividades são diversas em uma equipe de seis pessoas que atuam e mais três que andam pelos bastidores que fazem as ações seguirem seus rumos neste mesmo mundo hostil e perverso.

Estar ao lado dessa galera nos últimos dois meses (fevereiro e março de 2018) tem me ajudado a enfrentar meus problemas particulares. Tem preenchido minhas tardes de: segunda, quarta, quinta e sexta feira. Tem me colocado pra pensar, pra escrever (vide esse relato rsrsrs.), pra projetar minhas ideias - que hoje se juntam ainda mais a esta experiência de troca, de partilha, de acompanhamento que estou tendo com essa galera. Saber agradecer em vida a cada encontro se faz importante pra mim, e agradecer essa galera na minha atual situação emocional e sentimental é minha forma de agradecer a cada encontro de despertar pra vida que vocês tem possibilitado a mim, e acredito também que pra tantas outras pessoas que conhecem o Ximbra.

Obrigado por existirem e trabalharem com tamanha dedicação, cuidado, zelo, empolgação, sinceridade neste projeto - que com certeza ficará pra vida toda. E lembrem-se de uma coisa: a memória é coisa rara hoje em dia, alguns aplicativos de smartphones e iphones tentam, de alguma maneira, trazer recordações de imagens e postagens que fazemos nas redes sociais virtuais, mas a memória afetiva, de lembranças que não adentram dentro deste cosmos virtual se torna real e presente pelas vielas curtas e esburacadas da Rua Urutu e vizinhança, e isso tem uma importância e impacto gigantesco para as crianças, jovens, adultos e idosos daquela região, como para mim que venho acompanhando o desenvolver, o criar e os momentos de brincadeira e descontração para minimizar nossas dores e tormentos, mas saibam que a cada encontro com vocês a alegria, a emoção e a vontade de ficar bem se faz presente em todo meu ser quando estou com todxs vocês.

Muito obrigado.

Merda pra vocês.

Vander Clementino Guedes
21/03/2018.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Poesia nova, do coração pra fora. Porque tá foda.

Apenas meu sentir. 


Difícil segurar meu anseio desejado.
Ainda mais quando o tempo anda controlado.
Seria fácil aceitar de vez este fato.
Que o sentimento não se faz presente, muito menos esta lado a lado.

Em duras penas eu vou seguindo.
Rascunhando em versos: meu lamento, meu íntimo.
As frases nem sempre se complementam.
E minhas ansiedades só aumentam.

Coragem quase sempre me falta.
Racionalmente falando, não há nada que me conforta.
O sono foi embora.
E com ele toda beleza de uma noite saborosa.

Ahhhh coração, tu bate tanto no meu peito.
Me estremece de um jeito.
Que fica difícil de suportar,
Toda minha ânsia de continuar a caminhar
Em busca de um singelo desejo.
De tê-la novamente envolvida em meus braços
Oferecendo-lhe muito amor, carinho e respeito.

Vander C. Guedes
2018

quinta-feira, 15 de março de 2018

Até quando?

Mulher Guerreira Preta


Mais uma perda
para nós meros mortais.
Pessoas que lutam por justiça,
são mortas de maneiras banais.

Ficar de pé tem sido
uma atitude complicada.
Mulheres, homens, crianças, idosos e jovens
sendo devoradas e devorados por tiros letais.

Até quando viveremos assim?
Até quanto sentiremos dores e
seremos injustiçados nessa terra chamada:
Tupiniquim?

Mas as perdas continuam.
Alguns governantes se iludem.
Com promessas sempre fajutas.
E o povo pobre continua sendo morto e torturado nas ruas.

Mais uma perda.
Mais uma mulher guerreira
Mais uma família que enfrenta.
A perca de uma mãe, educadora, mulher  preta.

Poesia dedicada a memória da vereadora da cidade do Rio de Janeiro, Marielle Franco (38 anos) que foi morta no dia 14/03/2018 e o motorista Anderson Pedro Gomes que a acompanhava no carro também foi morto. Um outra mulher  que acompanhava ela na hora no ataque, esta viva sem grandes ferimentos.

terça-feira, 13 de março de 2018

Poesia do sentir.

Sentidos


Olhar preciso.
Passo contínuo.
Pelo caminho.
Vou seguindo.

Sentir inteiro.
Assim desejo.
Ritmo elétrico.
Pulsamento concreto.

Fuga ao léu.
Gosto do fel.
Olhar pro céu.
Tentando ser fiel.

Acreditar no pulsar.
Viver sem menosprezar.
Aliviar o avaliar.
Viver sem cessar.

Calma, isso é apenas poesia.
A realidade é completamente outra.
Sei que vai passar, eu sei.
Pode demorar, mas sinto que um dia vai passar.

Vander C. Guedes
2018


segunda-feira, 12 de março de 2018

Escrevendo o que sinto. Estou sentindo o que escrevo

Escrever e refletir. 


Ao escrever um texto, tenho em mente que colocarei em palavras um pouco do que estou sentindo e vivenciando, mas não é algo apenas factual que registro em palavras, textos, poesias ounpoesias. Na verdade pode ser tudo isso e muito mais. 

Neste momento, estou produzindo muitas poesias que relatam meus sentimentos e minhas vivências com arte, cultura e vida. Cada palavra colocada no papel - ou aqui no blog - são pequenos gestos e atitudes de quem sente a necessidade de explanar o que esta sentindo, e os sentires perpassam por tantos questionamentos e observações que vem se tornando essenciais para minha reconstrução enquanto ser humano, enquanto homem e enquanto um ser que vive mais na utopia do que na realidade. 

Espero que minhas palavras possam servir de alguma coisa para quem lê minhas escritas. Não necessariamente precisa servi-se apenas como amuleto de reflexão. Mas que, se isso acontecer, provoco a todas e a todos para agirem após possíveis reflexões e análises, se isto acontecer - também - já me darei por satisfeito. 

Valeu as pessoas que passam por aqui e leem minhas produções textuais (e me desculpem os milhões de erros de concordâncias verbais e etc) e quem curte - elogiando ou criticando - as coisas que posto aqui. 

Vander C. Guedes
2018