segunda-feira, 5 de junho de 2017

Poesia nova em pleno 2017


Deleite de uma memória em transe

Imerso me despeço
Do tramite que se encontra em transe.

A sintonia não aniquila.
Mas desdobra a dobra
Da mente inóspita.
Colocada na ponta da colina.

Puro sarcasmo de um gesto dado.
Mil voltas no mundo mas o ponto ainda é obscuro;
Sinto imerso ao meio do nada.
E o nada se torna tudo, como a luz no fim do túnel.

Sentimentos expostos.
Em pleno mundo sóbrio.
Talvez precise de um veneno brabo
Pra abrilhantar esse mais belo ócio.

Imerso me despeço.
Me despossuo do que não quero.
Caminhando vou levando.
E levando, vou tentando.
Desvendar meu encanto.
Desde impuro tédio.


Vander Che
2017

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Talvez eu tenha...

http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-dos-anjos/1o-dia-passa-quatro-a-itamonte-24-quilometros

Talvez eu tenha nascido numa era errada...

Algumas coisas questiono e outras tantas não entendo. Procuro dentro de mim entender tais pensamentos, buscando soluções para algum entendimento de ser como sou, como me formei assim, para que ser assim e até quando durará minha existência nessa terra. Dialogar sempre foi um desafio, pois aceitar o diferente ou o divergente não é uma tarefa fácil para uma pessoa como eu: difícil, nervosa, sem paciência, que viaja nas ideias, monta situações que não existem e passa a sofrer a cada minuto que passa quando não consegue resolver algum problema.

Talvez eu tenha nascido numa era errada...

E as pessoas que me circundam não tenha percebido isso antes.
Tento driblar as situações que me afligem, mas a cada passo dado para o lado percebo que a situação complicada se amplia e não me deixa caminhar mais suave, mais leve, mais de boa. Lutar por aquilo que acho ideal nem sempre será o melhor para todos e para todas. Ter convicções de uma sociedade mais livre, mais honesta, mais justa pode ser uma utopia (e o é) para quem apenas sonha e não concretiza nada. As esperanças são se tornando mínimas quando eu começar a enxergar a realidade. Caminhar sem olhar para trás, às vezes, tem se tornado a melhor maneira para eu não sofrer tanto assim.

No mesmo instante que descrevo essas palavras, aquilo que culmina o mundo numa parada Humana de se viver não chega perto de mim e nem de quem esta próximo, quem dirá daquelas pessoas que estão mais distantes: geograficamente e socialmente.

Talvez eu tenha nascido numa era errada...

Talvez eu tivesse que ter nascido antes.
Talvez eu tenha que procurar minhas origens.
Talvez esse mundo não me pertença mais.
Talvez...

Eu seja um ser incontrolável, cheio de problemas e com muitas coisas a serem resolvidas. Entendimento é uma coisa mas a prática é completamente outra.

Não quero ser perfeito, tenho medo do tudo certo. Queria ser entendido, mas nesse mundo onde falar e se expressar o que sente você pode estar cavando sua própria cova é mais inteligente seguir no silêncio e "fingir" que esta tudo bem, tudo legal.

Talvez eu precise recuar mais.
Talvez eu precise para de sonhar.
Talvez eu precise pendurar as chuteiras.
Talvez eu tenha que permitir a viver o que nunca vivi antes.
Talvez...

Eu não conseguirei voltar ao passado, retomar algumas coisas que se foram para acertar no presente.
Quem se foi não voltará jamais. E mesmo se voltasse, não seria a mesma coisa.

Ainda bem que a memória ainda não esta falhando, e algumas lembranças - boas - ainda se mantém em minha mente. As vezes me canso de pensar, de tentar agir, de tentar progredir. As vezes tenho vontade de atacar o FODA-SE em tudo e para muitas pessoas, tenho vontade de me isolar e ficar a: ver navios, como diz o ditado popular. As vezes me falta coragem, de agir como quero e onde quero, enquanto isso a expectativa de esperar, de sofrer, de imaginar, de fantasiar as situações em minha mente seja uma fuga para não encarar, de fato, tudo o que vejo a minha frente.

Talvez eu tenha nascido na era errada.
Talvez...
Apenas talvez.

Vander Che
02/12/2016

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Apenas uma poesia e nada mais.

Um sonho doce (lembranças de um sonho real com a vovó Thereza).


Parecia tanto mas não era
Um momento especial.
Me arrepiou por inteiro.
Sua presença era real.

Doces lembranças do passado.
Uma sensação inexplicável.
Queria tanto sentir seu abraço
Seu carinho,seu afeto.
Mas percebi que era um sonho.
Tão real e memorável.

Ahhh se fosse assim sempre.
Encontrar-te ao fechar meus olhos.
Poder sentir seu toque macio
Desfechando em meu rosto seu gesto amado.

Soubestes desafiar o mundo.
Segurar a bronca de uma família.
Aguentou tudo o que não queria para manter viva.
A união de várias pessoas distintas.

Me presenteou com coragem.
Em saber que eramos parecidos.
Mesmo que a doença nos proibia.
O doce de suas palavras alimentava minha glicemia.

Obrigado vózinha.
Fiquei feliz com sua visita.
Tomara que algum dia.
Possamos nos ver e dar risada desse dia.

Vander Che
2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Não é apenas um dia qualquer, ou qualquer coisa que o valha.

São Paulo, 11 de setembro de 2016.

Hoje poderia ser um dia comum, não é mesmo? Acordar cedo, ouvir o canto de alguns pássaros, espreguiçar deliciosamente antes de levantar da cama para viver mais um dia, mas infelizmente os dias não são como planejamos nem como desejamos. Seria glacê demais imaginar que as coisas acontecem em um simples olhar, com um sorriso ou com uma bela declaração de amor. 

Contudo, as situações decorrentes para que um dia seja consideravelmente bom será doravante insegura e imprecisa quando se coloca pensamento e ação distantes um do outro.

É engraçado dizer isso, mas o que seria se sentir infinito para você? Digo isso, pois às vezes penso que estou tão longe de ser quem eu sou ou do que gostaria que fosse. Refletir-se no espelho e reparar em seus defeitos, observar detalhadamente cada traço que forma sua feição e perceber que nada é perfeito, nada é linear ou igual, ter a certeza que a imperfeição faz parte de um todo, e esse todo faz parte de outras partes mais – ou menos – interessantes para nossas vidas tem me mostrado o quanto estou buscando me libertar de tudo que me afeta – diretamente e indiretamente. Ter afeto consigo é uma ação difícil, perceber que cometemos tantos defeitos e encarar nossas adversidades não é uma atitude simplista, que dirá ao assumir os erros que cometemos, a todo instante, e perceber que: arrumar essa parada é foda. Mas foda também é sentir-se só, é sentir-se fraco, é sentir-se incapaz de perceber que o erro machuca e insistir nele. Talvez o remédio para isso seja um alucinógeno, para alguns, uma música para outros, uma piada que possibilite minutos incansáveis de risada ou uma distração qualquer do tipo: uma pintura, uma tela, uma cor.

Confesso que estou confuso. Deu pra perceber né? Na verdade essa escrita esta sendo apenas para um desabafo, uma maneira de desestressar minha mente, digitando nesse papel – que nem existe, descrevendo palavras e des-palavras sem ordem ou sem regra gramatical apenas pra dizer: TÁ FODA, mas tenho certeza que tenho que sair dessa para entrar numa melhor, numa tranquila, numa favorável, ou não.

Portanto, não precise perder tempo seu precioso tempo para ler o que descrevo aqui. Se começamos de uma maneira nada formal neste texto, é porque – talvez – ele não tenha uma significância coercitiva para sua vida, quanto menos pra minha.

O 11 de setembro de 2016 não é uma data “boa” para a história da humanidade ou para aquelas pessoas que se preocupam, um pouco, com a humanidade. Este ano remete a um fato histórico que ocorreu no quando, o governo socialista marxista do presidente Salvador Allende sofreu um Golpe de Estado comandado pelo General Augusto Pinochet, em 1973, há exatos 43 anos atrás, mudando a vida de milhares de chilenas e chilenos. A história ainda comove, me faz pensar e refletir sobre o que podemos e o que não podemos fazer eu sinto que podemos fazer muita coisa, basta ter coragem e vontade.

Sendo assim vou encerrando esse melodrama sem pé e sem cabeça que descrevi acima. Não me levem a mal, mas essa postagem, talvez seja deletada daqui a um tempo. Se tu estiveres lendo esse texto, desconsidere os fatos e os desabafos aqui contidos. Nem sempre estamos bem, não é mesmo? Por isso não se preocupe, continuemos na caminhada pra ver o que irá acontecer, ou não.

Vander xCHEx.
Educador, artista, escritor (de ideias nada a ver).

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Apenas desabafos.

Reflexões

As 20h20min era o momento para começar, mas nem tudo acontece como planejamos. Já se passaram dois, dois minutos, 120 segundos até iniciar esse presente texto. Não tenho intenção de dar respostas nem tão pouco dar encaminhamentos, o que busco é apenas expressar meus sentimentos através das palavras, das ideias e deste material que você esta lendo – ou não – nesse momento.

Relaxa, já não é mais 20h20min, nem tão pouco um tempo parecido, ele pode ser totalmente ao contrário. Agora pode ser cedo, tarde, de madrugada, de manhãzinha, quem sabe nesse momento você esteja escutando o som dos pássaros ou o cocoricó do galo da vizinha. Esses momentos podem servir de reflexão, de admiração, de buscar resolver uma questão de matemática ou um problema da vida.

No meio do nada, ou no meio do tudo do qual estou vivendo, me deparo com meus próprios assombramentos, medos, angústias, com minha cabeça e com meus pensamentos que vão, muito além do plano da realidade. É difícil argumentar consigo mesmo quando não se há firmeza nem solidez dos fatos postos a nossa frente. Desespero e vontade de fugir tornam-se, muitas vezes, a solução imediata para enfrentar – não no plano exato – de frente alguns problemas. No meio disso tudo o tempo segue algum rumo, as vezes lento, as vezes rápido, as vezes tranquilo, as vezes desajeitado e a bagunça se instaura a minha frente onde os passos dados começam a tropeçar em mim mesmo sem ter intenção de apontar posturas certas ou erradas.

Já são 20h42min e a mente não para, a minh’alma anda inquieta e ao mesmo tempo aberta. Estar em frente do espelho pra se arrumar para uma festa, para uma comemoração “x” ou simplesmente se preparar para conhecer a mãe e o pai da namorada ou de um namorado, se tornam situações ímpares quando fazemos esse mesmo gesto ao colocar algumas questões: 

Quem eu sou? 
Para onde tenho que ir? 
Como vou seguir? 
Onde vou sustentar e fincar minha raiz?

São tantas sensações, são tamanhas preocupações com coisas que são – para algumas pessoas – insignificantes e para outras o fim do mundo que, as vezes, tenho a sensação que eu perco tanto tempo com “pouca” coisa ao invés de aproveitar os acontecimentos do presente. Meu mundo não é apenas meu, mas ele se isola quando me sinto fraco. Ser assim, às vezes, é ruim demais.

Acredito que tenho chegado ao esgotamento. Já são 20h56min e tenho a conclusão que posso ter confundido mais ainda minhas ideias, problematizado minhas posturas e desacreditado de minhas atitudes.

Já são 20h58min, vou esperar dar 21h para terminar, talvez colocar um ponto final e perceber – depois de um tempo – que esse texto foi um puro e simples gesto de tacar um foda-se a mim mesmo.

Vou permitir a me desbravar. Preciso amadurecer para continuar a caminhar. Sei que algumas pessoas precisam de mim para alguma coisa. Vou acreditar que posso me encontrar para que assim, o próximo texto, tenha mais vida e alegria do que apenas pensamentos insólitos sem pé e sem cabeça.

21h02min... Segue o fluxo.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Poesia nova 2016.


Onde vamos parar? (Sobre aquilo que alguns não querem ver.)

Vidas sendo devastadas.
E poderes sendo guerreados.
Matas sendo desmatadas.
Pessoas vastas de argumentos.

Dores pelo corpo.
Coração que não acalma.
Pensamentos em confronto.
Com tanta violência.

Escolhas que são criminalizadas...
...por não estar dentro de uma fornalha.
Gestos que são programados...
...por sistemas extremamente ultrapassados.

Aquilo que se colhe,
Foi plantado sem amor.
O fruto que "seria" alimento,
Infelizmente só transmite dor.

Maldade aguçada.
Por uma gente nada canalha.
Que vive da desgraça.
De pessoas exploradas.

Ahhhhhhh...

Vidas sendo devastadas.
E poderes sendo guerreados.
Memórias sendo apagadas.
Bombas espalhadas para todos os lados.

Vander Che
2016

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Pense...

Preferindo as reticências... do que certos pontos finais

Vander Che
2016

Poesia mais enxuta


Sentir-se a par do que há por vir. 
O tempo corre sem ter chances para agir. 
Conflito do traço, do passo, do fato. 
Tediosa espera de um ser sem gosto. 
Assim me faço, entre destroços e percalços. 
Assim me desconstruo, todo tumulto do meu mundo. 
Mas a engrenagem segue, o fluxo prossegue e a chama ferve. 
Encontro nos versos os sentimentos certos, 
para eclodir o progresso sem ordem, mas com afeto.

Vander Che
2016

Poesia reflexiva.


Parênteses com erres.

Deixa(r) fluir.
Deixa(r) estar.
Deixa(r) agir.
Deixa(r) ficar...

Deixa(r)?

Vander Che
2016.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Poesia para se aquecer do frio paulista.


Trilhas e ideias de um poeta andaluz

Por senti-se assim, meio incongruente e cheio de si.
A cada passo dado, sentir-se firme e presente, 
Se torna algo eloquente.
Imagina.

Um vasto pomar em um alicerce triunfante,
Repleto de flores, de cores variantes,
Ficam próximos do nosso olhar,
Logo ali, adiante.

Não ter medo do porvir.
Permitir se encaixar no desencaixe do corpus.
Aprimorar os gestos, feitos com afetos.
Para assim, sentir-se mais completo, mais forte.

Se assim fosse toda nossa vida,
O diálogo, com certeza, triunfaria.

Em meio a gigantesca rotina,
O despertar do sol aconteceria.
Com brilho ou sem brilho.
Lá, ele estaria.
Para aquecer nossas mentes.
E acalentar nossa magia.

Para continuar nessa vida.
Na mais pura maestria.
Fazendo de cada momento
Nossa eterna alegria.

Ahhhh, como eu gostaria, que todo esses momentos da vida
Se torna-sem uma realidade pura, 
Sem muitos des-valores. 
Sem tantas utopias.

Mas como as coisas são diferentes, 
E nossa vontade esta sempre a nossa frente.
Tenhamos calma.

Pois há de chegar o dia, em que nossa caminhada
Será repleta de pura energia, de alegria e de muita sabedoria
Nessa estrada.

E o campo lá estará, de frente aos nossos olhos na sua simpatia,
Jamais teriam as cores sépia, jamais seriam cinzas.
Terão vastas cores neste jardim, terão flores em todo o caminho,
Nossos pés serão nossos guias, para desviar dos todos os espinhos. 

Vander Che
2016