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quarta-feira, 1 de junho de 2016

A todo momento, penso, mas nem sempre faço.


Por

Por ficar, me acomodo.
Por lutar, me descontrolo.
Por reclamar, me isolo.
Por desejar, me exploro.

Por sentir, me permito.
Por parar, me conflito.
Por cair, me levanto.
Por sonhar, me esbanjo.

Por ser me encorajo.
Por ir me encontro.

Por ter-me desapego.
Por ti me entrego.

Por ser, sou isso.
Por isso, sou ser.
Se sou um ser sendo.
Serei sendo um ser, a todo momento.

Vander Che
2016

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Apenas um relato, e nada mais.



O início foi Animalia, 
se juntou À Distância de DoisaZero. 
Ocorreu um Transtorno Passional com o mundo, 
e tal conflito foi inevitável. 
Me tornei Sereno, 
no momento de apaziguamento, 
não foi fácil, 
mas a tranqüilidade se instaurou em mim, 
quando falamos sobre Cafés e Você. 
As Paixões, Virtudes e o Incondicional 
se fizeram presentes em situações ambíguas, 
mas o mar apareceu e o Oceano banhou, 
não só a costa marítima, como toda essa
Tragédia Circular.
Que dias melhores venham logo,
sem tardar... 


Vander Che
2015

Curta e Simples.


Inverso

"Pois o inverso 
se torna verso, 
sempre que o "in" 
eu despeço 
e o ausento 
do meu 
uni-verso."


Vander Che

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mais uma... Poesia fresquinha.



Faria... Tudo outra vez.

Pra cima e pra baixo, 
A todo instante.
Sem conversantes.
Sem empolgantes. 

Mas com muita determinação.
Ao lados de irmãs e irmãos.
Que correram tanto quanto eu.
Para mostrar, que podemos transformar
Nossa alimentação, sem crueldade, sem sangue
Sem desunião.

Tanta coisa acontecendo, 
E a cabeça estava louca.

Observei por poucos segundos, 
O que meus olhos puderam ver.
Crianças correndo no parque.
Adultos dando risadas.
Em uma tarde de domingo.
Curtindo, muito mais, que numa balada.

Que dia, que correria.
Faria tudo novamente.
Sem precedentes.
Com mais amor
Sem nenhuma dor.
E extremamente consciente.

Aos animais
Aos humanos.
Aos que acreditam
Em um mundo.
Mais colorido, mais verde, mais sincero, mais plano.


Vander Che
2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Mais uma.. Poesia nossa.

Foto: Angélica Pereira Lopes

Respingos e Marcas

O respingo deixou marcar
Em muros, telas e madeiras. 
Não pegaram fogo, mas o calor se exala, 
em meio aos contos de fada, até parece brincadeira.

Ainda se apagam os dizeres populares. 
Que apresentam diversas histórias. 
Em meio a tantas derrotas.

É...

Ainda relutamos. 
Mesmo com materiais caros e subumanos. 
Mas continuamos labutando. 
Sem espadas e sem armas.
Porém, aos prantos e se escambos.

Ainda sofremos muito, com o descaso e o abandono. 
De um Estado punitivo e sem ritmo, que não prioriza mudar nosso cotidiano.

E totalmente insano, os governos entram em desanimo. 
Sentem que não terão mais apoio humano.

Pois o povo anda se munindo, de informações, de idéias e de ótimos planos. 
Pra romper com todo arranjo, organizado por alguns tiranos.

Mas ó...

As cores sobreviverão. 
E nos muros estarão, registradas nossas vitórias. 
As manchas permanecerão. 
Para que não haja mais derrotas,
Nestas terras tão latinas, lindas e grandiosas. 
E deixaremos de sobreviver neste mundo cão.


Vander Che
2015

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pela Arte.


Arte e Eu

Que a música, poesia, dança, teatro, cinema,
ilusionismo possa nos levar a outro mundo. 
Que possa nos conectar com outra esfera,
pois essa terra anda meio fadada,
de injustas promessas
e sem nenhuma esperança milagrosa,
quem dirá honesta.

Que as artes em seu estrito plural,
também se multiplique para além do irracional,
nos corações que já estão abatidos,
após o longo
temporal.
Que assim seja. 
Que assim continue. 
Que assim, ARTE. 
Você seja
Minha eterna
Companheira.


Vander Che
(Sobre um sentimento que vai muito além de lamento).