quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A última poesia do ano, de 2115.



Que ano (Um breve relato de um ano interminável)


Desvairado de desníveis. 
Nada linear e nem concreto. 
Tudo muito incerto. 
E ao relento.

Fui dobrando meus joelhos
Re-descobrindo alguns desejos. 
Sem saber...
Se era o certo, 
Se era bom, 
Se era correto.

Manter a cabeça erguida, não foi tão fácil assim.

Vontades de desistir, tive muitas sim.

Mas eu conseguir segurar
Toda peso da decisão. 
De continuar só por essas estradas
Que me reservou descoberta, alegria e, às vezes, até o nada.

Do que se foi, ficaram lembranças. 
Do que brotou, algumas coisas já se foram. 
Do que almejei, alcancei pouco. 
Do que aprendi, levarei comigo pra todo sempre.

Sem desdém.

Vander Che
2015.

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