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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Sobre a chuva...


Sobre a chuva... Parte 1

A chuva cai lá fora,
suas gotas molham o chão, 
tão sofrido e oprimido, 
e que mesmo assim,
sustenta muita gente
neste mundão.

Que a água possa refrescar.
Todo o asfalto, sem se afogar.

Que a água posso levar.
Toda sensação, de desespero e de agonia.

Vander Che 2016

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Poesia que liberta, e alimenta a alma.


Senti-dos

Vejo-te sem ensaio
E me emociono com teu abraço.

Busco me controlar
E me arrependo de não conseguir
falar.

Tudo o que sinto
Tudo o que preciso
Esta expresso no ar
Não há como controlar.

Sinto-me sem chão
E me escondo no colchão.

Travo uma batalha
E me entravo, com uma espada afiada.

Não será fácil
Não pensar em você.
Não haverá plágio
Neste ato, pode crê.

Vejo que não posso cair
Sinto que preciso prosseguir.

Me desculpe por ser sincero.
Eu ainda não te amo.
Mas eu sei, muito bem,
Que eu te quero!

Vander Che
2015

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Produzindo enquanto as ideias estão surgindo.

Eis o gesto que me tira do sério. 

Que maestria se lançar 
No espaço, a sua frente.
Em busca de um olhar.
Profundo e contundente.

No balanço, se faz arte.
E o corpo se perpetua.
Com a força, ela se mexe.
Para brilhar, sem estar nua.

Quanta beleza.
Quanta veemência.

Expressas em gestos.
Conquistando afetos.

Na mais simples ternura.
Como a cor púrpura.
Que sensação pura.
Sem culpa.

A dança te leva.
E eleva minhas sensações.
Que o gesto seja certo.
Para acalmar, nossos corações.

Vander Che
2015 

sábado, 6 de dezembro de 2014

...

Autor: M.C. Escher. Obra: Limite Circular I. Técnica: Xilografía, 1958.

Na Calada

A noite esta calada.
O barulho que se ouve
É da moto do guarda.
Que gela na miúda
Em busca da sobrevivência
Nas ruas escuras.

Pessoas não se vêem.
Ao menos ao olho nu.
Onde o medo toma conta
O horror nos amedronta
Em meio ao caos
Da Rua Azul.

Azul que representa,
Infinito e conforto.
Porém a bandeira política carrega,
Uma cor amarela
Que não representa
A dor singela
De quem vive na favela.

O vermelho se faz presente
Como sangue não pisado, mas quente.
Em meio a gente
Sem dar o direito - e tempo,
De se proteger
Da bala tangente.

O barulho diminui
Os gritos cessam
A rotina não existe
A criançada gela.

Até quando?
Até!!!
Quando?

Vander xCHEx
2014

sexta-feira, 15 de março de 2013

Coisas da Vida! Ou simplesmente a sua Negação.

Nada é tão normal, simples ou factual. As coisas acontecem conforme as dificuldades, os sonhos, os desejos, aparecem em nossas vidas com intenções de aumentar a desigualdade ou tentar igualar as potências e as desavenças que nós mesmos promovemos e muitas vezes plantamos, embaixo de nossos pés. 

Ao se situar na atual conjuntura, percebe-se que o que era considerado Irreal - ao nosso ver e sentir - hoje em dia se tornou Real, algumas vezes Surreal e, em certos momentos as situações  se tornaram algo do passado, velho, sem valor algum. O medo de encarar, de planejar ações conjuntas para minimizar este EE - Efeito Estufa - da pluralidade de ideias e conflitos existentes em "nossos mundos", não arriscar e dar o direito ao desfreio de agir, parece caminhar contra nós mesmos, e em muitas vezes o recuo ou até mesmo a ignorância (um simples ato de não ver o que se vê) parece ser a melhor proposta, a melhor solução para uma convivência mais saudável, para não se meter onde não se foi chamado.

Mas espera ai, ninguém se alto convidou para viver, para estar vivo, estar neste mundo tão desigual e respirar ares fedonhos e pouquíssimos ares limpos, mais humanos e saudáveis. 

E, já que estamos aqui, é necessário e preciso agir urgentemente: conflitar, questionar e não abandonar o barco será necessário, senão se houver afogamento pode acontecer alguns imprevistos e a morte solitária, num mundo tão imenso talvez seja algo triste. 

Ou não. Tudo depende de convivências e atitudes. Tudo depende de ser ou não ser o que pensamos...

Calma, isto não é um presságio, muito menos o fim dos tempos, talvez seja uma forma de expressão pouco ocasional, ou uma maneira de explanar aquela sensação de desapego de alguns dogmas, mas nada é do acaso e nada é do agora. 

A construção se faz aqui no presente e, sempre que possível voltarmos para o passado, rever aspectos que foram contribuintes para este processo e olhando lá pra frente com o intuito de fazer exatamente aquilo que não se fez no ontem e nem no agora por motivos mil é uma fórmula, não uma mágica de reverter situações quase que desacreditadas por nós mesmos, dito seres humanos pensantes, falantes e pouco atuantes.

Tudo é possível, basta acreditar e sonhar com seus ideais, afinal de contas: nem tudo é normal, muitos menos simples e nem factual. Infelizmente para uns; e para outros nem tanto, as coisas são reais quer queiramos quer não!

Por: Vander Clementino Guedes - xCHEx.

domingo, 28 de outubro de 2012

Poema 7

Segunda Feira.

E amanhã é Segunda Feira...
Alguns andarão de vermelho, outros de cinza e talvez outros de preto.
Que ao menos continuemos com nossos sonhos e utopias para não sermos enganados outra vez.
Que a luta possa continuar em favor da VIDA, em favor da dignidade e em favor do respeito mútuo com o próximo.
E que o próximo respeite as diferenças, as divergências e a população também acorde para um novo dia.
E principalmente que a corrupção seja exilada assim como alguns torturados da era ditatotial que vivemos em nosso país, e que ainda vivemos.
Seja feita a vontade, não do poder, não do povo mas o da Verdade e o do Compromisso.
Amanhã é segunda feira, o buzão estará lotado, alguns se atrasaram para o trabalho, alguns chefes estarão de caras emburradas e a caminhada não poderá ser interrompida e parada.
Pois amanhã, como já dito será outro dia, faça sol ou faça chuva.

xCHEx