terça-feira, 10 de novembro de 2015

Meia erótica, talvez.

Sem título.

Que tua boca salivada
Possa inundar minha alma.
Que teu corpo sobreponha
Desejos de ternura e desonra.

Que tua vontade
Seja parte
Das asperezas da conduta
Sem ter culpa.

Que nossos laços
Sejam perversos.
Em traços.
Em gozos.
Em gestos.

Que sejam libertos.

Nem que, para isso
Eu me torne desonesto.
Sem retrocesso com meus afetos.

O jogo está aberto,
E nossos corpos se transformarão...

Na partida seremos espertos
Como duas sementes em um campo fértil.
Para germinar a revolução.

Nesse mundo.
Nesse plano.
Nesse chão.

Vander Che

Rápida

Sem Título


Re-CriAr-Ser.
Pois a fase está boa.

Vander Che

sábado, 7 de novembro de 2015

Mais uma

A nós

Que a tua decisão
Não sentencie o meu sonho.
Pois os passos que damos,
Está para o além,
Do Horizonte.



Vander Che 2016

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Poetizando.


Poetizando sobre Formas

Formas e imagens
Representam mil olhares.

Traços e contornos
Apresentam mil esboços.

Cores e falas
Representam mil ideias.

Gestos e afetos
Apresentam ser sinceros.

Arte e cultura
Apresentam mil posturas.

Em diversas ruas
Às vezes cruas
Às vezes nuas
Mas cheias de desenvolturas.

Vander Che
2015

domingo, 1 de novembro de 2015

TextoAndo.

Apenas ideias, e nada mais.


Momento's.

Nunca estaremos preparados e preparadas para nada. Mesmo tenso algumas certezas, incertezas, afirmações e dúvidas, quando os acontecimentos surgem a nossa frente, poucas coisas podem ser feitas para minimizar qualquer tipo de atrito ou desconforto.

Há alguns dias venho sentindo coisas interessantes, novas descobertas e novos desafios. Tudo gera desconforto, e ainda bem que é assim. Ao parar por alguns segundos, e alguns minutos também você percebe que nem tudo é como deveria ser, e aceitar certas condições nem sempre é a melhor opção, mas às vezes, é a única solução a ser feita no momento.


Fazer parte de novas experiências, construir coletivamente novas possibilidades, potencializar falas e histórias, muitas vezes escondidas ou não vistas pelos olhos da alma, puxar intensas reflexões para se ter noção de: onde estou, é algo extremamente intrínseco em minha vida, quantos mais passos dados adiante, mais pra trás acabo olhando. Seja por segurança ou não, essa volta é sempre importante.

Que dias melhores, porque esta muito foda acontecer isso, possam acontecer. Que minhas utopias e vontades se concretizem no seu tempo. Se for pra ser, sei que será... Senão for, bom, valeu muito a pena - ao menos - tentar.

Enquanto algumas situações não dependem apenas de meus esforços, das minhas vontades e decisões, respeitarei o senhor tempo, a senhora paciência e procurarei controlar minha ansiedade. E para isso, será necessário caminhar e caminhar e caminhar... 

Sem parar!

Vander Che
2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Sobre a chuva...


Sobre a chuva... Parte 1

A chuva cai lá fora,
suas gotas molham o chão, 
tão sofrido e oprimido, 
e que mesmo assim,
sustenta muita gente
neste mundão.

Que a água possa refrescar.
Todo o asfalto, sem se afogar.

Que a água posso levar.
Toda sensação, de desespero e de agonia.

Vander Che 2016

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Apenas um relato, e nada mais.



O início foi Animalia, 
se juntou À Distância de DoisaZero. 
Ocorreu um Transtorno Passional com o mundo, 
e tal conflito foi inevitável. 
Me tornei Sereno, 
no momento de apaziguamento, 
não foi fácil, 
mas a tranqüilidade se instaurou em mim, 
quando falamos sobre Cafés e Você. 
As Paixões, Virtudes e o Incondicional 
se fizeram presentes em situações ambíguas, 
mas o mar apareceu e o Oceano banhou, 
não só a costa marítima, como toda essa
Tragédia Circular.
Que dias melhores venham logo,
sem tardar... 


Vander Che
2015

Curta e Simples.


Inverso

"Pois o inverso 
se torna verso, 
sempre que o "in" 
eu despeço 
e o ausento 
do meu 
uni-verso."


Vander Che

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Poesia que liberta, e alimenta a alma.


Senti-dos

Vejo-te sem ensaio
E me emociono com teu abraço.

Busco me controlar
E me arrependo de não conseguir
falar.

Tudo o que sinto
Tudo o que preciso
Esta expresso no ar
Não há como controlar.

Sinto-me sem chão
E me escondo no colchão.

Travo uma batalha
E me entravo, com uma espada afiada.

Não será fácil
Não pensar em você.
Não haverá plágio
Neste ato, pode crê.

Vejo que não posso cair
Sinto que preciso prosseguir.

Me desculpe por ser sincero.
Eu ainda não te amo.
Mas eu sei, muito bem,
Que eu te quero!

Vander Che
2015

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Nem Tudo... (Ou um Niilismo qualquer)

Wassily Kandinsky. No Branco 1920.
Foto: Vander Che.


Nem tudo... (Ou um Niilismo qualquer)

Nem tudo é explicado. 
Nem tudo é colocado. 
Nem tudo é expressado. 
Nem tudo é calculado.

Nem tudo é nada. 
Nada não é tudo. 
É tudo ou nada?
Ou tudo, ou nada.

Nem tudo é falado. 
Nem tudo é sentido. 
Nem tudo é clamado. 
Nem tudo é escudo.

Nem tudo é
O que queremos. 
Mas, se (quase tudo)
Podemos. 
Porque não temos?

O nada é muito. 
O muito não é nada. 
Nem tudo se torna mito. 
Não omito minha fala.

Vander Che
2015