terça-feira, 9 de agosto de 2016

Apenas desabafos.

Reflexões

As 20h20min era o momento para começar, mas nem tudo acontece como planejamos. Já se passaram dois, dois minutos, 120 segundos até iniciar esse presente texto. Não tenho intenção de dar respostas nem tão pouco dar encaminhamentos, o que busco é apenas expressar meus sentimentos através das palavras, das ideias e deste material que você esta lendo – ou não – nesse momento.

Relaxa, já não é mais 20h20min, nem tão pouco um tempo parecido, ele pode ser totalmente ao contrário. Agora pode ser cedo, tarde, de madrugada, de manhãzinha, quem sabe nesse momento você esteja escutando o som dos pássaros ou o cocoricó do galo da vizinha. Esses momentos podem servir de reflexão, de admiração, de buscar resolver uma questão de matemática ou um problema da vida.

No meio do nada, ou no meio do tudo do qual estou vivendo, me deparo com meus próprios assombramentos, medos, angústias, com minha cabeça e com meus pensamentos que vão, muito além do plano da realidade. É difícil argumentar consigo mesmo quando não se há firmeza nem solidez dos fatos postos a nossa frente. Desespero e vontade de fugir tornam-se, muitas vezes, a solução imediata para enfrentar – não no plano exato – de frente alguns problemas. No meio disso tudo o tempo segue algum rumo, as vezes lento, as vezes rápido, as vezes tranquilo, as vezes desajeitado e a bagunça se instaura a minha frente onde os passos dados começam a tropeçar em mim mesmo sem ter intenção de apontar posturas certas ou erradas.

Já são 20h42min e a mente não para, a minh’alma anda inquieta e ao mesmo tempo aberta. Estar em frente do espelho pra se arrumar para uma festa, para uma comemoração “x” ou simplesmente se preparar para conhecer a mãe e o pai da namorada ou de um namorado, se tornam situações ímpares quando fazemos esse mesmo gesto ao colocar algumas questões: 

Quem eu sou? 
Para onde tenho que ir? 
Como vou seguir? 
Onde vou sustentar e fincar minha raiz?

São tantas sensações, são tamanhas preocupações com coisas que são – para algumas pessoas – insignificantes e para outras o fim do mundo que, as vezes, tenho a sensação que eu perco tanto tempo com “pouca” coisa ao invés de aproveitar os acontecimentos do presente. Meu mundo não é apenas meu, mas ele se isola quando me sinto fraco. Ser assim, às vezes, é ruim demais.

Acredito que tenho chegado ao esgotamento. Já são 20h56min e tenho a conclusão que posso ter confundido mais ainda minhas ideias, problematizado minhas posturas e desacreditado de minhas atitudes.

Já são 20h58min, vou esperar dar 21h para terminar, talvez colocar um ponto final e perceber – depois de um tempo – que esse texto foi um puro e simples gesto de tacar um foda-se a mim mesmo.

Vou permitir a me desbravar. Preciso amadurecer para continuar a caminhar. Sei que algumas pessoas precisam de mim para alguma coisa. Vou acreditar que posso me encontrar para que assim, o próximo texto, tenha mais vida e alegria do que apenas pensamentos insólitos sem pé e sem cabeça.

21h02min... Segue o fluxo.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Poesia nova 2016.


Onde vamos parar? (Sobre aquilo que alguns não querem ver.)

Vidas sendo devastadas.
E poderes sendo guerreados.
Matas sendo desmatadas.
Pessoas vastas de argumentos.

Dores pelo corpo.
Coração que não acalma.
Pensamentos em confronto.
Com tanta violência.

Escolhas que são criminalizadas...
...por não estar dentro de uma fornalha.
Gestos que são programados...
...por sistemas extremamente ultrapassados.

Aquilo que se colhe,
Foi plantado sem amor.
O fruto que "seria" alimento,
Infelizmente só transmite dor.

Maldade aguçada.
Por uma gente nada canalha.
Que vive da desgraça.
De pessoas exploradas.

Ahhhhhhh...

Vidas sendo devastadas.
E poderes sendo guerreados.
Memórias sendo apagadas.
Bombas espalhadas para todos os lados.

Vander Che
2016

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Pense...

Preferindo as reticências... do que certos pontos finais

Vander Che
2016

Poesia mais enxuta


Sentir-se a par do que há por vir. 
O tempo corre sem ter chances para agir. 
Conflito do traço, do passo, do fato. 
Tediosa espera de um ser sem gosto. 
Assim me faço, entre destroços e percalços. 
Assim me desconstruo, todo tumulto do meu mundo. 
Mas a engrenagem segue, o fluxo prossegue e a chama ferve. 
Encontro nos versos os sentimentos certos, 
para eclodir o progresso sem ordem, mas com afeto.

Vander Che
2016

Poesia reflexiva.


Parênteses com erres.

Deixa(r) fluir.
Deixa(r) estar.
Deixa(r) agir.
Deixa(r) ficar...

Deixa(r)?

Vander Che
2016.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Poesia para se aquecer do frio paulista.


Trilhas e ideias de um poeta andaluz

Por senti-se assim, meio incongruente e cheio de si.
A cada passo dado, sentir-se firme e presente, 
Se torna algo eloquente.
Imagina.

Um vasto pomar em um alicerce triunfante,
Repleto de flores, de cores variantes,
Ficam próximos do nosso olhar,
Logo ali, adiante.

Não ter medo do porvir.
Permitir se encaixar no desencaixe do corpus.
Aprimorar os gestos, feitos com afetos.
Para assim, sentir-se mais completo, mais forte.

Se assim fosse toda nossa vida,
O diálogo, com certeza, triunfaria.

Em meio a gigantesca rotina,
O despertar do sol aconteceria.
Com brilho ou sem brilho.
Lá, ele estaria.
Para aquecer nossas mentes.
E acalentar nossa magia.

Para continuar nessa vida.
Na mais pura maestria.
Fazendo de cada momento
Nossa eterna alegria.

Ahhhh, como eu gostaria, que todo esses momentos da vida
Se torna-sem uma realidade pura, 
Sem muitos des-valores. 
Sem tantas utopias.

Mas como as coisas são diferentes, 
E nossa vontade esta sempre a nossa frente.
Tenhamos calma.

Pois há de chegar o dia, em que nossa caminhada
Será repleta de pura energia, de alegria e de muita sabedoria
Nessa estrada.

E o campo lá estará, de frente aos nossos olhos na sua simpatia,
Jamais teriam as cores sépia, jamais seriam cinzas.
Terão vastas cores neste jardim, terão flores em todo o caminho,
Nossos pés serão nossos guias, para desviar dos todos os espinhos. 

Vander Che
2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A todo momento, penso, mas nem sempre faço.


Por

Por ficar, me acomodo.
Por lutar, me descontrolo.
Por reclamar, me isolo.
Por desejar, me exploro.

Por sentir, me permito.
Por parar, me conflito.
Por cair, me levanto.
Por sonhar, me esbanjo.

Por ser me encorajo.
Por ir me encontro.

Por ter-me desapego.
Por ti me entrego.

Por ser, sou isso.
Por isso, sou ser.
Se sou um ser sendo.
Serei sendo um ser, a todo momento.

Vander Che
2016

Refletir para poder seguir.

Sobre sentir


Quantas vezes eu senti ter certeza que estava, completamente, resolvido com algumas coisas, e na verdade não estava. Constatar isso aos 29 anos de idade não é fácil, comparável ao discurso e as ideias que tenho, que construo e desconstruo a todo instante.

O mundo não é perfeito, nós não somos seres perfeitos, ninguém é perfeito. Somos tortos para várias coisas, inclusive no que diz respeito ao sentir, ao arrepiar, as sensações que incomodam, que mexem com o imaginário e faz proliferar ideias sem noção, tudo fruto da nossa própria imaginação. Tenho refletido sobre isso durante os últimos dias. Não é fácil assumir as fraquezas, perceber que você não conseguiu se desestruturar daquilo que tanto incomoda, por bel prazer de se sentir - talvez - seguro de algo que não esta inseguro.

O início é turbulento, emoções e provações que ocorrem a todo instante, e que vão tumultuando meu consciente, que vão alimentando o tal do ego e faz despertar tamanhas sensações que ultrapassam, sem querer o que de fato acontece, o REAL.

Real é o agora, e não o ontem. Sim, o ontem também foi real mas já passou, Foram ensinamentos e aprendizagens, porém o que mais importa é o agora, o momento em que estou vivendo.

Minha mãe diz que: "O mais importante é o agora filho, portanto não sofra com o passado, viva o agora", e as palavras de mãe tem poder, eis o que preciso praticar em minha vida para: viver mais e sofrer menos (com minhas alucinações...).

Será preciso ser, será preciso sentir, será preciso presenciar, conflitar e encarar as coisas com mais naturalidade e menos fantasia. Terei que arrancar de mim alguns vícios, repensar em alguns pensamentos para me sentir mais leve e bem comigo mesmo.

É preciso seguir, é preciso caminhar, é preciso desapegar de algumas coisas para recriar novas sensações, estar aberto para agir com imprevistos e possibilitar, a mim e as pessoas que estão mais próximas - fisicamente ou não - estar mais próximas ainda.

Obrigado Na (e família), minha mãe, irmãos, amigos e amigas que se preocupam comigo, que vêem em mim algo que, às vezes, eu mesmo não consigo ver, por acreditarem nas minhas insanidades, nas minhas loucuras, na minha vontade intensa de viver. E hoje eu posso declarar abertamente: NUNCA ME SENTI TÃO FELIZ COMO AGORA. Problemas eu tenho de monte, todos nós temos. Situações que precisam de posicionamento mais racional do que emocional terei que tomar, como todos nós temos. E a certeza que terei, disso tudo, é que será melhor assim - sendo aberto e ao mesmo tempo sincero comigo mesmo, para que tais transformações sejam reais e significativas.

Portanto, caminhemos e que os desafios da vida me aguarde, pois dessa luta eu não vou me retirar, jamais.

São Paulo, 31 de maio de 2016.
Vander Che

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Poesia nova.


Apenas ãMe.

Me encanta... Me alegra.
Me conforta... Me supera.
Me fascina... Me brilha.
Me provoca... Me invoca.
Me livro... Me aplico.

Me supero... Me recupero.
Me esquivo... Me transmito.
Me atrevo... Me espero.
Me entrego... Pois te quero.

No afeto e na medida.
No espaço e na primazia.
Na loucura da vida.
Somos essência nessa trilha.

Vander Che.
2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

Para o mundo.


À nossa alegria - numa tarde de domingo.

Tanta risada, alegria e simpatia.
Momento único, repleto de magia e simbologia. 
Que merecem ser guardados em uma caixa infinita,
Onde nosso consciente possa se alinhar,
Numa extrema harmonia.

Ação coletiva, 
movida à deriva.
Onde a fome não se apaga, 
quando a tinta se espalha 
em um muro de uma casa
que não é abandonada.

A amizade é forte.
A felicidade é sem corte.
A cumplicidade é mais que sorte.
A hermanidade é sem choque.

Tanta risada, alegria e simpatia.
Travava a língua pra fazer uma cantiga.
A rima e simetria não se casaram, na maestria.
Isso é vida, amigos e amigas.
Portanto VIVA.

Vander Che.
2016.