quarta-feira, 9 de março de 2016

Poesia que liberta

Foto: Ronaldo Sousa - BIG. 2016.
Claro que há.

Há respiro.
Há transpiro.
Há vida.
Há espírito.
Há vida.
Há instinto.
Há vida.
Há, eu piro.

Vander Che
2016

(Sobre um almoço de quarta feira especial)


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Poesia 2016.


Verbalizando em Versos.

Planejar. Agir. 
Afirmar. Cumprir. 
Projetar. Lançar.
Germinar. Parir.

Vivenciar. Construir. 
Aprimorar. Distribuir.

Compartilhar. Sentir. 
Alimentar. Dividir.

Ser sendo. 
Aprender sereno. 
Labutar contento. 
Transformar o pleno
Em algo sereno.

Vander Che
2016.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Diretamente de outro local. Parte II.


Por um dia mais ameno, eu espero.

Sem muito tempo pra pensar. 
Sem muita ideia para filosofar. 
Sem muito espaço pra criar. 
Sem muita responsa para arquitetar.

Sem ter alguém para falar. 
Sem ter acesso ao paladar. 
Sem ter alguém para declarar. 
Sem ter acesso ao teu olhar.

Sem muito e com tudo. 
Me cuido e sem insulto.

Te espero e me entrego. 
Te quero, ao extremo.

Mas o tempo é o remédio. 
Pra sanar esse meu tédio. 
Em ter que te aguardar, 
Sem nenhum anestésico. 
Mas pode ter certeza:
Eu ainda 
Te espero.

Vander Che
2016

Diretamente de outro local.


Não sei se sei.

Não sei se é o correto a se fazer. 
Não tenho intenção de fazer tudo errado.

Não sei se terei empenho 
Para receber o que não espero. 
Não tenho pretensão de forçar 
Algo pra satisfazer o ego.

Não sei se terei tempo para prestigiar esse fato. 
Não tenho nenhum receio, pelo que fiz no meu passado.

Não sei se será com afeto. 
Pois não tenho magistério. 
Não sei se será com gesto. 
Não tenho esse complexo.

Não sei se 
Será honesto. 
Não tenho medo, 
Eu confesso.

Tento fazer aquilo que sinto. 
Não omito e não nego. 
Mas, me faço forte. 
Pra desvendar esse mistério.

Vander Che
2016

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Escrevendo...

Graffti 2015.

Por outros sentimentos, talvez

Não há mais regras.
Não há mais transtornos compulsivos.
Não há mais leis,
Muito menos ordens de juízos.

Não há mais culpa.
Não há mais falsidade.
Tudo escoará,
Na mais simples humildade.

Que haja liberdade.
Que haja amor.
Que haja tesão.
Que haja fraternidade.

Compreensão.

Que haja rebeldia.
Sem melancolia.
Quando o sentimento mais sincero.
For em troca da Mais-Valia.

Isso é o que espero.

Vander Che
2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Apenas Sobre...

Sobre...

Que a poesia não seja apenas, 
palavras em livros e algumas 
falas declamadas em espaços líricos.

Que a mesma seja mutante, 
declamante e pulsante 
sobre aquilo que ela apresenta, 
fora da estante.

Que elas sejam propostas de mudanças, 
para alcançarem outras instâncias, 
outras vertentes, 
para invocar 
cabeças pensantes.

Vander Che
2016

***

Ao Ser

Ser e Agir. 
À todo instante. 
Ler e Crescer. 
À todo ato pensante.

Ser. Agir. Ler. Crescer.

Pra onde? 
Não sei. 
Mas sei 
Que vou
Sobreviver.

Vander Che
2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

2016. Tiros e Bombas.

Foto: Giba Bergamim Jr. Protestod do dia 12/01/2016.

Estado de Guerra.

Menos Anacronismos...
E mais Ações Diretas.
Respeitemos por demais
Alguns fatos da História.
Que tenhamos novas posturas, 
Mediante a atual escória.
Sujeita a impugnações
E atitudes desonrosas.
Advindas de um Estado
Que não pratica o Diálogo.
Exerce Repressão.
Extremamente Desumana.
Combate todo o povo.
Com bomba, gás e explosão.
Levando todos para
O chão.

Vander Che
2016.

Pensamentos de um ser, que como você, sofre nessa cidade, porém não aceita de cabeça baixa algumas diretrizes advindas de cima pra baixo.
Juntxs podemos ser mais, muito mais.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A última poesia do ano, de 2115.



Que ano (Um breve relato de um ano interminável)


Desvairado de desníveis. 
Nada linear e nem concreto. 
Tudo muito incerto. 
E ao relento.

Fui dobrando meus joelhos
Re-descobrindo alguns desejos. 
Sem saber...
Se era o certo, 
Se era bom, 
Se era correto.

Manter a cabeça erguida, não foi tão fácil assim.

Vontades de desistir, tive muitas sim.

Mas eu conseguir segurar
Toda peso da decisão. 
De continuar só por essas estradas
Que me reservou descoberta, alegria e, às vezes, até o nada.

Do que se foi, ficaram lembranças. 
Do que brotou, algumas coisas já se foram. 
Do que almejei, alcancei pouco. 
Do que aprendi, levarei comigo pra todo sempre.

Sem desdém.

Vander Che
2015.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Mais uma

Golpe de Estado

Pois o Estado te definha
A cada gota de sangue inocente.
Em troca de mixarias
Totalmente incoerentes.

Vidas que sempre são derramadas e escorraçadas
A cada passo dado,
Diante

Da nossa
Existência.

Da nossa
Permanência.

Da nossa
Eficiência.

Da nossa
Descrença.

Entramos em decadência
E infelizmente
Numa alta frequência.
Sem ter consciência muio menos ciência.

Apenas falência, e mais nada.
Pois o Golpe foi do Estado.
Isso é FATO!

Vander Che
2015

Rápida. Parte II.

Não troque seus valores.
Mas seus íntimos sabores.

Vander Che