quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Poesia Nova 2020

Passos adiante.


Passei a observar
Alguns do meus passos
Olhando pra trás
Frisando nos casos passados.

Interessante rever
O que pude construir.
Sem mesmo perceber
Que no caminho, não cai e não desisti.

Como é bom se alto analisar.
Rever os conceitos
Problematizar defeitos.

Como é leve poder respirar.
Lançar-se a desafios.
Correr sem pensar em possíveis prejuízos.

Parei um tempo pra analisar
Se o que tinha feito, foi pra avançar ou pra me enganar.
Mas não, hoje vejo que tudo foi preciso
E que correr riscos e enfrentar todos os abismos
Foi a melhor maneira pra encarar minhas angustias e fraquezas.

Apenas vá.
Começar a olhar e a observar.
Analise seus percalços.
E voe dentro de ti, pra se fortalecer e amar-se mais e mais.

sábado, 4 de agosto de 2018

02/08/2018.



Começou o mês do "cachorro louco", e até entendo o porque esse ditado popular ganha certa notoriedade. Parece que tudo vira ao contrário e você fica a mercê de um ditado popular, reafirmando o discussão de que o mês será pesado. enfim, coisas do cotidiano mas vou falar de algo que remete ao que estou vivenciando.

Há umas duas semanas entrei numa pilha de escrever projetos, estudar freneticamente, ler artigos e textos referente a Arte Urbana, Pixação, Graffiti (projeto este que estou encabeçando com meu amigo Bruno Bruno Perê Maní. Enfim, são tantas correrias, tantas ideias, vontades e quereres que acabei me dando conta que precisava respirar, ver outras pessoas, não queria trocar ideia com ninguém, nem discutir, nem falar feio ou bonito, queria apenas sair um pouco do ninho e ver o mundo (se bem que o mundo eu vejo todos os dias, mas a parada tava pesada). Vi aqui, no facebook, os eventos que aconteceriam nesta data acima mencionada e vi que teria um show, gratuito, no Tendal da Lapa que fica - pra mim que sou da zona leste - do outro lado da cidade de São Paulo no bairro da Lapa. Entrei em contato com algumas pessoas mas todas estavam compromissadas, organizadas em seus roles e trampos, sendo assim resolvi ir sozinho. Coloquei o fone nos ouvidos, me agasalhei literalmente e fui pro role.

Chegando no espaço, fui abordado por um cantor de RAP que estava vendendo seu trampo. O mesmo disse da sua trajetória e disse:

- Irmão, paga quanto puder.

Eu, sem trampo, sem grana e sem porra nenhuma pra ajudar o mano, disse que olharia na carteira pra ver o que tinha. Sim, tinha uma verba, pouca mas tinha. Entreguei 5 Golp$s pro mano, ele me agradeceu e disse:

- Bom show pra tu mano.

E eu respondi:

- Pra nós.

Voltei a caminhar, escutando um som de uma cantora africana chama Fatoumata Diawara - que som galera, procurem depois que vocês irão curtir.

Foi chegando mais pessoas, vi algumas que conhecia mas estava ali na minha e de boa, na moral não queria conversar com ninguém. Chegando no role, um amigo me mandou mensagem dizendo que estava por lá, era o Carlos Carlos. Infelizmente durante o show eu não o encontrei, só o vi no final do role. Mas, durante o show encontrei o mano Dan e mais dois amigos seus. Fiquei ali com eles, mas escutando o som, dançando, cantando - mal pra porra - mas estava lá. Acabado o show, encontrei muitas, mas muitas pessoas conhecidas e achei muito foda, engraçado e assustador do tipo: "Carai, não dá pra se esconder mesmo nesta cidade, kkkkkk".

Daí me deparei com um encontro massa, fui chamado pra conhecer o mano que fez o show, e nada mais era do que o Gustavo, vulgo Black Alien. Como estava bem suave, pensei: não vou perder nada mesmo, pois quem tá no role tem que se adaptar com as possibilidades que aparecem. Entrei no espaço do camarim no Tendal da Lapa e trombei ele com o mano Carlos Carlos. Ambos trocaram algumas ideias, pis já se conhecem a uma cota e eu estava ali, de boa. O mesmo chegou perto e perguntou meu nome, me apresentei e ele disse:

- Prazer irmão, tava legal o show?

E eu disse:

- Tava bom demais, prazer em conhecê-lo, talvez eu cole em Itaquera no show seu, lá é mais perto de casa.

E ele deu risada.

Tiramos uma foto, ele agradeceu a presença disse:

- 25 anos passa rápido, você nem vê direito, só sente as boas coisas que tu fez. Vamos pro arrebento.

Após isso, voltei pra casa sozinho, escutando música no celular e pensando no quanto é importante deixar ir - algumas coisas - e corres atrás de outras.

Sim, o dia de ontem foi foda em todos os sentidos, e por pior que pareça perceber isso: NÃO ESTAMOS SOZINHOS NESSA PORRA.

E assim vou tentar seguir, mesmo sozinho - ou com essa sensação latente do meu lado - precisarei olhar para os lados e ver que encontrei aliadas e aliados sempre.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Poesia nova

SerSendo. 


Promover o improvável.
Apresentar o desprezível.
Assimilar o contrário.
Inverter o estável.

Sentir a doçura.
Lapidar a ranhura.
Definir a cantoria.
Permitir a primazia.

Estar estando.
Sentir sentindo.
Focar focando.
Doar doando.

Fraco me sinto.
Às vezes, perdido.
Animado e tranquilo.
Nem sempre complico.
- Às vezes padeço e sinto.

Vander C. Guedes.
2018.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Mini-Conto

AMimComCarinho


“Parecia ser perplexo seu sinal quando a luz surgia no final da estrada. 
A caminhada foi longa, difícil e com mudanças variáveis no tempo físico a todo momento. 
Quem dera eu ser um pássaro, uma máquina ou algo que não é exista, mas era apenas eu e mais ninguém. 
E comigo mesmo citei os melhores versos de poetas presentes para preencher meu vazio, mas o suporte era amplo e único que a mais-valia não se perpetuou em mim. 
Precisei de mais elementos que pudessem, assim, alimentar meu corpo e minhas ideias para permitir minha continuidade sem olhar pra trás, sem esperar uma suposta esperança. Cogitei um ombro amigo mas preferi partir sem medo do que há de vir adiante.”

Vander C. Guedes
2018.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Sobre a vida. Há vida?

Ponto de partida


Sentimentos sinceros
Quando o corpo está incerto.
Pensamentos dispersos
Em um tempo inconcreto.

Falta decência.
Expressa-se imprudência.
Atitudes espontâneas
Acima das montanhas.

Voar é im-possível.
Se jogar é compreensível.
Levantar é difícil.
Se alto segurar é plausível.

E o jogo continua
E as dores se acumulam.
À espera do apito final
Pra encerrar de maneira transcendental.

Vander C. Guedes
2018


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Poesia nova

Sobre-estar


Por menor que seja, eu ainda sinto.
Meu medo maior, é ficar sozinho. 
Ah momentos que a mente viaja. 
Ah sentimentos que o corpo não para. 

De pensar. 
De refletir. 
De sanar. 
De partir. 

O corpo anda frágil. 
O olhar esta fadigado. 
A esperança dispersa-se com o tempo. 
Não aguardo mais aquele esperado momento. 

De ver. De sentir. 
De viver. De produzir. 
Sentidos pra continuar. 
Motivos pra não desanimar. 

Mas vou tentar seguir
Trilhar outro caminho. 
Quem sabe lá na frente
Tenho outro tipo de desafio. 

Sem tanta dor. 
Sem tanta esperança. 
Sem tanta dor. 
Sem tanta ânsia. 

Vander Clementino Guedes 
2018

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Poetizar-me

Afeto em partículas


Palavras que somam
Em linhas paralelas.
Sentidos que transbordam
Em meio à luz de velas.

O tempo voa rápido
Sem nenhum presságio.
A corda esta bamba
Aqui ninguém mais samba.

Frases se afundam
Em momentos obscuros.
Atos feitos se julgam
Como ações sem prumos.

A alma se transforma
Sem pretenção, sem nenhuma
glória.
O caminho anda tumultuado
Mas desistir agora, será um grande
atraso.

Voar sem medo.
Arriscar sem pretexto.
Sofrer o necessário.
Fortalecer o âmago.

Vander Clementino Guedes
2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Educar com arte

Inter-Ação (Parte II)


A poesia se concretiza
com a alegria das cores.
Formas são pensadas
em plataformas não alienadas.

Tanta audácia usurpada
Em atitudes pensadas.

O medo do desequilíbrio
se perpétua na caminhada.
Horas preciosas
em camadas não compostas.

Pois elas são sólidas
E poderosas.

Acenar e criar
Serão atos concretos.
Permitir e existir
Serão desejos e afetos.

Vander Clementino Guedes
2018

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sobre a sensação de voltar pra educação

Inter-Ação


Mundos paralelos 
Que se conectam e integram 
Em um universo de fantasias, alegrias
E amontoados gestos de afetos. 

Afetos que não se sentem.
Brincadeiras que se perdem. 
Sentidos imersos a gritos. 
Movimentos quase sempre repetidos. 

É preciso caminhar na mesma ideia
Sentir a vibe sem miséria. 

Em seguida apresentar as tragédias. 
Desde mundo real, desumano e fatal. 
Cheio de alegrias e de mazelas. 

Uma tarde de contato
Onde o tempo não é inimigo. 
Os olhares são cheios de desconfianças. 
E interferem certeiro em cada íntimo. 

Vander Clementino Guedes
2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Sobrevivência poética

Meio ao Ca(os)is 


Em meio às mudanças mundiais e
Avanços comportamentais,
Algumas atitudes (humanas) se tornam banais e
Presenciais pois, tanto fez como tanto faz.

O que há de estranho
Também causa estrago.
O que há de tempo
Provoca ausência de espaço.

Existem maneiras e formas de
Mudar esse quadro.
Mas inexistem utopias e ânimos
Pra reverter esse fato.

O que há de estranho
Ocasiona muito espanto.
O que há (ainda) de tempo
Provoca dor e lamento.

Vander Clementino Guedes
2018