sábado, 10 de março de 2018

Mais uma poesia

Preciso continuar. 


Avante no caminho
Vou prosseguindo.
Avante no sentido
Sem rumo definido.

Tornar real
O sonho factual.
Mudar o gosto do fel
Para um melado “não cruel”.

Avante e adiante
Perigo sempre é constante.
Avante e pensante
Vou sair desse transe.

Sentir-se amado
Minimamente empoderado.
Sentir-se humano
Sem alambrado.

Avante no caminho
Vou seguindo o trilho.
Avante nesse sentido
Vou caminhando...
Com muito afeto,
Muito amor
E muito carinho.

Vander C. Guedes.
2018.




quarta-feira, 7 de março de 2018

Sobre a vida, sobre viver.

Sobre(-)viver


Estar acima
No estilo empirista.
Ficar preocupado
Se sentir largado.

Brechas são postas.
Moléculas estão dispostas.
Para criar situações.
E também perturbações.

Sobre estar
Sobre ser
Sobre lutar
Sobre-viver

Estar limpo
No mesmo ritmo.
Não significa ser certo
Nem tão pouco indigesto.

Estar acima
Torna-se rotina
Pra viver numa tranquila
Sem sofrer na utopia.

E nessa perspectiva.
Tenho pouca sabedoria.
Se viver a vida é algo realista
Terei que sobreviver sem demagogia.

Vander C. Guedes
2018


terça-feira, 6 de março de 2018

Poesia nova

Junção de Sentidos. 


Ao se jogar no mundo
O corpo sente o rumo.
Do in-consciente
Ao oportuno.
No mais singelo
Prumo.

Sentado à espera
De uma oportunidade sincera.
Aguardar ainda é a meta
Pra continuar nossa história,
Que ainda não está
Totalmente completa.

Escritas que se formam.
Em frases sinceras e supremas.
Pensamentos que se juntam.
Em misturas de aquarelas.

Onde:

Cores vão trilhando
Paletas únicas e plenas.
Palavras ganham triunfo.
Quando as atitudes são portos seguros.

O mundo não é silencioso.
Nós boicotamos nosso íntimo.
Se fosse pra fazer barulho.
Não haveria necessidade
De estar no recuo.

Vander C. Guedes.
2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

Poesia sobre sentir

Tempo de Espera (sobre uma volta que seja, talvez, apenas ilusória)


Tic-Tac e o tempo vai passando...
Sentados no banquinho - ou não -
Vou perambulando.
E os meus pensamentos andam a milhão.

O tempo do relógio parece não passar.
Cada minuto que se passa
Faz a ansiedade transbordar.

Repousado intrinsecamente
Reflito o meu pensar.
Mesmo sabendo, que nada poderá cessar.

Palavras se tornam formas.
Desenhos apenas imagens.
Frases promovem encantos.
Pensamentos se tornam passagens.

A saudade aperta no peito.
Talvez não tenha mais jeito.
Espero por você querida.
E aguardo por este momento.

Tic-tac e o tempo vai passando...
Sentados no banquinho - ou não -
Vou refletindo sobre meu equilíbrio
Pra reconquistar o seu coração.

Vander C. Guedes
2018.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Poesia nova.

Alimentar o tempo para continuar sem lamento.
Diversificar os pensamentos e intensificar novos desejos.
Verbos a flor de uma mente que não para.
Em tempos difíceis, fazer isso é coisa rara.

Estar por inteiro nem sempre é possível.
Aguardar decisões e não pensar no fim de tudo.
Vou perpetuar algo pra fazer.
Quem sabe criar novas frases pra potencializar meu bem querer.

Ficar firme para continuar a caminhada.
Olhar pra frente sem medo de represárias.
Tenho sentimentos que movem arquibancadas.
Tento ser eu mesmo pra enfrentar qualquer batalha.

Viver é complicado, mas é necessário encarar os fatos.
A sinceridade é fascinante e algo intrigante.
Ainda há tempo para rever alguns conceitos.
Quem sabe recomeçar nossa história sem lamento.

Vander C. Guedes.
2018


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Voltando a blogar.

Por aqui as coisas andam.


Como é bom olhar para o espelho e poder se ver, se enxergar e perceber as nuanças encontradas em cada dobradiça de nossa pele, que vive e revive a todo instante. Como é bom poder sentir as batidas do coração, o pulsar do sangue pelas veias e saber que aqui existe um ser vivo, como é bom se permitir e estar disposto a mudanças, como é bom refletir e sentir que é possível estar aberto para possíveis mudanças, como é bom. 

Existem várias formas de se ver perante o mundo, perante a sociedade e perante a nós mesmos, porém este último exige (quase sempre) certos desprendimentos de alguns vícios, fantasias e alucinações de nossas mentes,  para que não fiquemos presos a uma ideia de perfeição ou rejeição de si mesmo dentro das relações afetivas – ou não – que construímos durante nossa caminhada. 

Sabemos que somos únicos e únicas neste mundo, não é mesmo? Até duvidar disso pode ser uma problemática. Já pensou se existissem duas pessoas iguais a você nesse mundo? Com certeza você não iria aguentar, quem dirá outras pessoas (rsrsrs...). Brincadeiras e parte, a parte principal desta questão é que podemos ter a livre escolha de optar por sonhar ou ver a realidade nua e crua sem medo de encara-lá como ela é. E isso não é uma tarefa nada fácil, mas isso faz parte da vida, faz parte dos processos e faz parte das nossas escolhas e caminhos que trilhamos. 

Ter convicção de que as coisas andam tranquilas e favoráveis irá depender, exclusivamente, de como cada um/a encara suas facetas em meio a tantas outras facetas neste universo. Às vezes nos decepcionamos, outras tantas nos surpreendemos e achamos até graça no que enxergamos por ai, e olha que são muitas coisas envolvidas para uma analise completa. 

Voltando a questão do olhar propriamente dito no início deste texto, testemunho de cunho próprio que este exercício é necessário – ou deveria ao menos ser algo de preocupação por todos nós – a partir do momento em que estamos preparados para viver em sociedade, para viver em coletividade; e acredito verdadeiramente que nunca será tarde demais para buscar outras maneiras de aprimorar o olhar, o sentir e o existir.

Sabemos que somos únicas e únicos, se temos possibilidades de perceber o que esta adiante de nós, se procurarmos uma forma de encarar ou boicotar tais situações (isso irá depender da escolha de cada uma e de cada um), será de grande importância a tomada de decisões para resolver certos problemas.

Sejamos potências, sejamos energias acumulativas para aprender a resolver problemas, sejamos tempo para respirar e reparar nos ganhos e nas perdas da vida, sejamos nós mesmos e mesmas para abrilhantar cada vez mais, sejamos sinceros e sinceras quando errarmos pra saber que não seremos perfeitos eternamente, pois sabemos que as facetas envelhecem, a pele amolece, os sonhos podem se distanciar de nós se deixarmos que as angústias e as dúvidas tomem conta do que é real e do que esta acontecendo agora. Não estaremos isentos destas demandas, das perdas e das frustrações, mas se tivemos sabedoria e cuidado com nossos anseios as coisas podem fluir de outra maneira. 

Tomara que um dia isso tudo isso sirva para alguma coisa, que seja para receber críticas ou não, seja para ser ovacionada ou desaprovada, mas que esteja lá registrada e cartografada em nossas mentes e em nossas relações, sejam elas humanas ou não humanas, mas que sejam reais e presentes em nós para sempre. 

Vander C. Guedes.
2018.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Poesia nova em pleno 2017


Deleite de uma memória em transe

Imerso me despeço
Do tramite que se encontra em transe.

A sintonia não aniquila.
Mas desdobra a dobra
Da mente inóspita.
Colocada na ponta da colina.

Puro sarcasmo de um gesto dado.
Mil voltas no mundo mas o ponto ainda é obscuro;
Sinto imerso ao meio do nada.
E o nada se torna tudo, como a luz no fim do túnel.

Sentimentos expostos.
Em pleno mundo sóbrio.
Talvez precise de um veneno brabo
Pra abrilhantar esse mais belo ócio.

Imerso me despeço.
Me despossuo do que não quero.
Caminhando vou levando.
E levando, vou tentando.
Desvendar meu encanto.
Desde impuro tédio.


Vander Che
2017

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Talvez eu tenha...

http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-dos-anjos/1o-dia-passa-quatro-a-itamonte-24-quilometros

Talvez eu tenha nascido numa era errada...

Algumas coisas questiono e outras tantas não entendo. Procuro dentro de mim entender tais pensamentos, buscando soluções para algum entendimento de ser como sou, como me formei assim, para que ser assim e até quando durará minha existência nessa terra. Dialogar sempre foi um desafio, pois aceitar o diferente ou o divergente não é uma tarefa fácil para uma pessoa como eu: difícil, nervosa, sem paciência, que viaja nas ideias, monta situações que não existem e passa a sofrer a cada minuto que passa quando não consegue resolver algum problema.

Talvez eu tenha nascido numa era errada...

E as pessoas que me circundam não tenha percebido isso antes.
Tento driblar as situações que me afligem, mas a cada passo dado para o lado percebo que a situação complicada se amplia e não me deixa caminhar mais suave, mais leve, mais de boa. Lutar por aquilo que acho ideal nem sempre será o melhor para todos e para todas. Ter convicções de uma sociedade mais livre, mais honesta, mais justa pode ser uma utopia (e o é) para quem apenas sonha e não concretiza nada. As esperanças são se tornando mínimas quando eu começar a enxergar a realidade. Caminhar sem olhar para trás, às vezes, tem se tornado a melhor maneira para eu não sofrer tanto assim.

No mesmo instante que descrevo essas palavras, aquilo que culmina o mundo numa parada Humana de se viver não chega perto de mim e nem de quem esta próximo, quem dirá daquelas pessoas que estão mais distantes: geograficamente e socialmente.

Talvez eu tenha nascido numa era errada...

Talvez eu tivesse que ter nascido antes.
Talvez eu tenha que procurar minhas origens.
Talvez esse mundo não me pertença mais.
Talvez...

Eu seja um ser incontrolável, cheio de problemas e com muitas coisas a serem resolvidas. Entendimento é uma coisa mas a prática é completamente outra.

Não quero ser perfeito, tenho medo do tudo certo. Queria ser entendido, mas nesse mundo onde falar e se expressar o que sente você pode estar cavando sua própria cova é mais inteligente seguir no silêncio e "fingir" que esta tudo bem, tudo legal.

Talvez eu precise recuar mais.
Talvez eu precise para de sonhar.
Talvez eu precise pendurar as chuteiras.
Talvez eu tenha que permitir a viver o que nunca vivi antes.
Talvez...

Eu não conseguirei voltar ao passado, retomar algumas coisas que se foram para acertar no presente.
Quem se foi não voltará jamais. E mesmo se voltasse, não seria a mesma coisa.

Ainda bem que a memória ainda não esta falhando, e algumas lembranças - boas - ainda se mantém em minha mente. As vezes me canso de pensar, de tentar agir, de tentar progredir. As vezes tenho vontade de atacar o FODA-SE em tudo e para muitas pessoas, tenho vontade de me isolar e ficar a: ver navios, como diz o ditado popular. As vezes me falta coragem, de agir como quero e onde quero, enquanto isso a expectativa de esperar, de sofrer, de imaginar, de fantasiar as situações em minha mente seja uma fuga para não encarar, de fato, tudo o que vejo a minha frente.

Talvez eu tenha nascido na era errada.
Talvez...
Apenas talvez.

Vander Che
02/12/2016

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Apenas uma poesia e nada mais.

Um sonho doce (lembranças de um sonho real com a vovó Thereza).


Parecia tanto mas não era
Um momento especial.
Me arrepiou por inteiro.
Sua presença era real.

Doces lembranças do passado.
Uma sensação inexplicável.
Queria tanto sentir seu abraço
Seu carinho,seu afeto.
Mas percebi que era um sonho.
Tão real e memorável.

Ahhh se fosse assim sempre.
Encontrar-te ao fechar meus olhos.
Poder sentir seu toque macio
Desfechando em meu rosto seu gesto amado.

Soubestes desafiar o mundo.
Segurar a bronca de uma família.
Aguentou tudo o que não queria para manter viva.
A união de várias pessoas distintas.

Me presenteou com coragem.
Em saber que eramos parecidos.
Mesmo que a doença nos proibia.
O doce de suas palavras alimentava minha glicemia.

Obrigado vózinha.
Fiquei feliz com sua visita.
Tomara que algum dia.
Possamos nos ver e dar risada desse dia.

Vander Che
2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Não é apenas um dia qualquer, ou qualquer coisa que o valha.

São Paulo, 11 de setembro de 2016.

Hoje poderia ser um dia comum, não é mesmo? Acordar cedo, ouvir o canto de alguns pássaros, espreguiçar deliciosamente antes de levantar da cama para viver mais um dia, mas infelizmente os dias não são como planejamos nem como desejamos. Seria glacê demais imaginar que as coisas acontecem em um simples olhar, com um sorriso ou com uma bela declaração de amor. 

Contudo, as situações decorrentes para que um dia seja consideravelmente bom será doravante insegura e imprecisa quando se coloca pensamento e ação distantes um do outro.

É engraçado dizer isso, mas o que seria se sentir infinito para você? Digo isso, pois às vezes penso que estou tão longe de ser quem eu sou ou do que gostaria que fosse. Refletir-se no espelho e reparar em seus defeitos, observar detalhadamente cada traço que forma sua feição e perceber que nada é perfeito, nada é linear ou igual, ter a certeza que a imperfeição faz parte de um todo, e esse todo faz parte de outras partes mais – ou menos – interessantes para nossas vidas tem me mostrado o quanto estou buscando me libertar de tudo que me afeta – diretamente e indiretamente. Ter afeto consigo é uma ação difícil, perceber que cometemos tantos defeitos e encarar nossas adversidades não é uma atitude simplista, que dirá ao assumir os erros que cometemos, a todo instante, e perceber que: arrumar essa parada é foda. Mas foda também é sentir-se só, é sentir-se fraco, é sentir-se incapaz de perceber que o erro machuca e insistir nele. Talvez o remédio para isso seja um alucinógeno, para alguns, uma música para outros, uma piada que possibilite minutos incansáveis de risada ou uma distração qualquer do tipo: uma pintura, uma tela, uma cor.

Confesso que estou confuso. Deu pra perceber né? Na verdade essa escrita esta sendo apenas para um desabafo, uma maneira de desestressar minha mente, digitando nesse papel – que nem existe, descrevendo palavras e des-palavras sem ordem ou sem regra gramatical apenas pra dizer: TÁ FODA, mas tenho certeza que tenho que sair dessa para entrar numa melhor, numa tranquila, numa favorável, ou não.

Portanto, não precise perder tempo seu precioso tempo para ler o que descrevo aqui. Se começamos de uma maneira nada formal neste texto, é porque – talvez – ele não tenha uma significância coercitiva para sua vida, quanto menos pra minha.

O 11 de setembro de 2016 não é uma data “boa” para a história da humanidade ou para aquelas pessoas que se preocupam, um pouco, com a humanidade. Este ano remete a um fato histórico que ocorreu no quando, o governo socialista marxista do presidente Salvador Allende sofreu um Golpe de Estado comandado pelo General Augusto Pinochet, em 1973, há exatos 43 anos atrás, mudando a vida de milhares de chilenas e chilenos. A história ainda comove, me faz pensar e refletir sobre o que podemos e o que não podemos fazer eu sinto que podemos fazer muita coisa, basta ter coragem e vontade.

Sendo assim vou encerrando esse melodrama sem pé e sem cabeça que descrevi acima. Não me levem a mal, mas essa postagem, talvez seja deletada daqui a um tempo. Se tu estiveres lendo esse texto, desconsidere os fatos e os desabafos aqui contidos. Nem sempre estamos bem, não é mesmo? Por isso não se preocupe, continuemos na caminhada pra ver o que irá acontecer, ou não.

Vander xCHEx.
Educador, artista, escritor (de ideias nada a ver).