terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

NÃO É PROVOCAÇÃO, MAS SIM PRA UMA GRANDE REFLEXÃO!

Direito ao palavrão.

 “Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole."Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem. "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.


Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o- pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cú!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cú!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda- se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.

Grosseiro, mas profundo... Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. "Nem fodendo”...”

 

(Luis Fernando Veríssimo)

E me fala de coisas bonitas/ Que eu acredito/ Que não deixarão de existir /Amizade, palavra, respeito/ Caráter, bondade, alegria e amor/ Pois não posso/ Não devo/ Não quero/ Viver como toda essa gente/ Insiste em viver/ E não posso aceitar sossegado/ Qualquer sacanagem ser coisa normal

xCHEx
2011 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FELICIDADE...

O que falar dela? 
Bom, jamais conseguirei escrever em qualquer outro local sobre o que é esta mulher, mas irei tentar expressar aqui. Estar junto dela e com ela é poder sonhar e caminhar pra locais onde jamais poderia pensar sozinho.
Sua beleza, doçura, chatisse me encanta a todo o momento, e todos os momentos sinto sua presença mais forte do que no primeiro dia que te conheci.
Firme nas decisões, provocativa em alguns momentos, eletrizante com coisas diferentes e descobridora de novas possibilidades fazem dela uma mulher especial, não somente pra mim mas também pra quem a conhece. Te admiro tanto, de curto tanto, TE AMO TANTO, que nem tantos ''TANTO" resumi o meu sentimento, carinho e meu extremo respeito por você.
Beijos e muito obrigado por tudo.

O meu PARABÉNS vai pra nós dois que já passamos por alguns momentos "PUNK'S"e muitos outros inesquecíveis.
Te Amo Carla.

xCHEx.
2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

DESSA LUTA EU NÃO ME RETIRO.

Há mais ou menos 6 meses atrás, alguns grupos culturais da região de Ermelino Matarazzo realizaram algumas atividades culturais na quebrada e isso gerou um certo "desconforto" na parte de agenda das atividades: Tenda Literária e Os Mesquiteiros. O Evento de um e do outro encalhou de ser no mesmo dia, desde então ficamos pensando: Vander e Rodrigo Ciríaco como desenvolver nossas atividades sem encalhar as agendas, pois bem, marcamos uma reunião onde estavam aproximadamente 10 Coletivos culturais da quebrada. nesta reunião definimos nossas agendas e também algumas parcerias futuras.

Desde a formação deste Coletivo, Grupo, Crew, Posse, sei lá a derivação adequada, conseguimos muitas coisas em prol da comunidade e também em prol das ações que muitas já desenvolviam em seus locais de execução. Acredito extremamente que esta corrente jamais se tornará mais um coletivo que busca seu status, muito mais que isso, queremos sim discutir políticas públicas junto com as comunidades, não somente no campo em que atuamos: Cultura, mas em outros seguimentos que regem a Sociedade: Educação, Saúde, Esporte e Lazer, Moradia entre outros...

Seja o que for, haja o que houver somos uma galera que estamos em constante luta pelos novos direitos, não medimos esforços de competição, muito pelo contrário, queremos somar nossas ações com diversos grupos que estão fazendo mudança, ou pelo menos tentando fazer alguma coisa.

Com isto deixo claro pra todos e pra todas, nunca seremos um COLETIVO DE EXCLUSÃO, PRÉ-CONCEITUOSO, MELHOR OU PIOR, pois este é um caráter que nós não achamos convenientes pra existir em nossas ações. Problemas, discussões, isso sim deverá acontecer e sempre, pois assim podemos crescer, ser maturos e brigar cada vez mais pelo que queremos.


Abracios, e até mais...

Vander.
xCHEx
2011.