segunda-feira, 30 de julho de 2012

Apenas Relatos. 3

22 de Julho de 2012.

Correria, tensão, correria, tensão...

Estar em contato com a sensibilidade e a emoção das pessoas, em momentos de dor e aflição, provoca algo dentro de mim que ultrapassa o meu papel profissional, ainda mais se tratando com um trabalho de pesquisa, de satisfação com o atendimento público municipal de saúde em nossa São Paulo.

Lágrimas, gemidos, gritos e porquEs???? é o que mais ouço aqui no Jabaquara, zona sul da cidade de SP. Por mais que seja natural para algumas pessoas, pra mim, estar aqui é como se eu estivesse, a todo momento, voltando no passado e revivendo cada instante de cada minuto e segundo que passei, junto com meus familiares, quando meus avós maternos se foram para outra vida. Estes foram os momentos de lembranças que vivi e revi no P,S. do Hospital Municipal Saboya.

Falando sobre o Hospital, a situação mais complicada que percebi foi a conformidade com a qual a vida e a dor entram em conflito e ao mesmo tempo em conforto com as pessoas que por ali passavam. 

Será que é este o fimde tudo? A morte é apenas um sinal de esperança ou o apego a matéria  é mais forte do que os momentos de convivência entre as ambas vidas?

Bom, são estas e mais outras perguntas assim como tantas outras dúvidas referentes a s situações onde todos nós iremos passar e viver um dia de nossas vidas, cada um da sua forma e maneira...

Acho que vou terminar por aqui, as emoções estão a flor da pele, minha cabeça esta a milhão e a todo momento fico me perguntando:

Por que tanto sofrimento, tanta dor e angústia???

Talvez eu nunca tenha estas respostas, mas pra quem passa por estas situações, os questionamentos são milhares onde somente o tempo poderá amenizar a mente e também a alma.

THERE IS A THE LIGHT THAT NEVER GOES OUT.


 


2 comentários:

Kel * disse...

imagino o quão forte deve estar sendo esta experiência...os conflitos entre morte e vida, sofrimentos e alegrias...tudo muito intenso, ainda mais por lidar diretamente com sentimentos das pessoas..

Vander xCHEx disse...

É hermana Raquel, a parada tem sido extrema e ao mesmo tempo uma lição de vida. Vida esta que prezo tanto e que as vezes deixo a desejar a mim mesmo.

Se cuidar é algo que exige muito de qualquer pessoa, e quando temos que recorrer a algum atendimento nem sempre é pra melhorias e sim piorias.

Grato por acompanhar estes relatos que são fatos extremados e verídicos, com minha visão as vezes pessimista e as vezes utópico.

Abracios, valeus.