quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O MOF 5 FOI ASSIM...

Muito obrigado a todos mais uma vez...Já esta mais que provado a força que temos, em um fim de semana onde o estado do Rio de Janeiro, e um lugar específico, ( Complexo do Alemão ) se tornava pai de todo mal, onde todas as lentes se encarregavam de focar, e os veículos de comunicação se empenhavam em bitolar, logo ali no quase outro extremo dessa guerra, a apenas 20 minutos em operação simultanea acontecia a invasão na vila operária, mas de forma diferente e menos interessante pra mídia, não fora televisonada, mas quem esteve presente sabe, revolução e transformação, não se faz com guerras e armas e sim com disposição e sede mudança, um simples traço tem a capacidade de mudar a geografia de uma viela, um minuto de confiança em uma criança pode surtir um efeito de proporções ainda não calculadas, e uma comunidade que recebe a presença de mais de 300 artistas durante um caos eminente, tem a capacidade de entrar pra história.


Meeting Of Favela...Você também faz parte.


Muito obrigado a todos amigos e parceiros do maior encontro de graffiti voluntário do mundo!!!

A quinta edição do MOF - Meeting Of Favela, o maior encontro de graffiti voluntário do mundo, aconteceu mais uma vez na comunidade de Vila Operária, Duque de Caxias promovendo a arte e a paz em meio a um clima tenso no Estado do Rio de Janeiro.Como diversas regiões do Rio a Baixada Fluminense também sofreu com os conflitos, mas no domingo na Vila Operária reinava a paz e as latas de spray em ação.

Os grafiteiros da Posse 471 anfitriões do encontro receberam artistas de toda a Baixada, Rio, São Paulo, Minas Gerias, Amazônia e Chile que coloriram o local mais uma vez. Os moradores conferiram os serviços sociais oferecidos pelo SESC além do espetáculo de circo.

"Temos a obrigação de mostrar que somos bem maiores que essa maquiagem que estão fazendo no Complexo do Alemão” diz Borg, da OH Crew, de São Gonçalo, que está presente todo ano. “Agora só mostram a guerra, o MOF está sendo a contradição, aqui nessa favela hoje tem música, cultura, arte, vida” diz um grafiteiro morador de Lote XV Belford Roxo. “O graffiti é uma resistência, agora que era hora de sairmos para a rua... dou aula há 12 anos em favela e o graffiti é uma contribuição para a solução de certa forma, pois dá esperança a quem tem essa experiência” diz Reis. “Quando se está pintando esquecemos de tudo, a pintura é para trazer a alegria em momentos de tristeza” disse Krln, que veio de Petrópolis.

Mas o MOF seguiu cumprindo seu papel de reunir nomes do graffiti para um mutirão artístico, Bônus, que veio de Manaus, conheceu o encontro pela internet através de amigos e se preparou para estar presente pela primeira vez este ano: “Aqui você adquire conhecimento e também um reconhecimento, é bom ver pessoalmente os caras que pintam bem”. A grafiteira Perera, de Belo Horizonte, ficou impressionada com o movimento e também marcou a data, sem pensar em adiar: “Esse lance em que vinha muitos grafiteiros e era só chegar e pedir os muros achei incrível”.

“O Rio tem a arte bem apurada, gostei muito do trampo do Combo”, disse Ti, de São Paulo. “O MOF é muito além do graffiti, é um encontro forte” disse Che, também de São Paulo. Seu amigo Estopa completa “Gosto do lance do coletivo, pois não existe nenhuma obrigação de vir, nós viemos por que queremos fazer parte disso”.

Ainda rolou apresentação do MC Coe, shows com Durango Kid e Sistah, a Batalha do Real e o lançamento da campanha da Artefeito para 2011 - Arte P.E.N.SE. – Graffiti por uma educação não sexista – onde as grafiteiras Aila, Muleca pintaram em conjunto com diversos grafiteiros, sem esquecer a luta pela não discriminação de gênero. O grafiteiro da Baixada KDO reflete “O MOF é para a Baixada e para o mundo inteiro uma referencia, uma ocupação de toda comunidade deveria ter”. E o que se ganha com tudo isso, pergunto: “O sorriso na face de quem está pintando e de quem tem o muro pintado, ao contrario da lagrima de quem tem sua comunidade invadida”.

Só pra deixar claro algumas coisas: Ano que vem tem MOF e estaremos novamente em peso no Rio de Janeiro com a galera que organiza e des-organiza o MOF pois, quem realmente faz a parada são todas as pessoas envolvidas, desde a comunidade que sempre nos receberam com muito carinho e respeito pelo que fazemos e pelo que somos (periféricos), pelas correntes de e-maisl que circulam dentro do nosso território nacional - Brasil -  e fora dele e também aos manos: BUNYS, BOBI, KAJAMAN, COMBO, NEXT e a toda a galera do POSSE 471.


Ano que vem tem mais, para maiores informações acessem:


http://meetingofavela.blogspot.com/
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