quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

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Manifesto em Prol a Casa de Cultura de Ermelino Matarazzo.
Que não temos!

Nossa galera, quanta luta e quanta gente bonita e militante mesmo nesta caminhada, um viva pra todos/as nós que, participantes ou não nos dão uma tremenda ajuda pra lutarmos pelos nossos objetivos, sonhos e de conquistas.

No último sábado, dia 11 de dezembro participaram mais de 9 coletivos culturais da região de Ermelino Matarazzo para o Manifesto, organizado por nós mesmo em prol a Casa de Cultura, que, após muitos anos de LUTA, ainda não temos em nossa região.

O nosso Manifesto começou as 12:00 hs na Praça Benedito Ramos, centro de Ermelino Matarazzo (E.M.) com a presença dos coletivos: OS MESQUITEIROS, TENDA LITERÁRIA, MARGINALIARIA, SOUND BASS, BARRACO DAS IDEIAS, FINAL DE SEMANA CULTURAL, CAJU-PJ (CASA DA JUVENTUDE - PASTORAL DA JUVENTUDE), MUNDO EM FOCO, PERIFERIA INVISÍVEL, CULTURA NA PRAÇA, EXTREMOS ATOS, todos munidos do mesmo objetivo: manifestar as nossas ações culturais, apresentar nossas ações pra todas as faixas etárias e sem discriminar qualquer pessoa, e o mais bacana, ao AR LIVRE.

O nosso dia começou ao som do Coletivo Sound Bass tocando várias músicas, de rap ao samba embaixo de um sol escaldante que queimava toda a nossa pele e também as nossas narinas; em seguida rolou a apresentação teatral do Coletivo Periferia Invisível, um grande show: “Nós ficamos muito apreensivos com a apresentação, foi a 1ª vez que apresentamos uma peça ao Ar Livre, numa Praça Pública, foi diferente mas muito bacana” Bruno Veloso, Coordenador Artístico do Coletivo Periferia Invisível.

Logo após a apresentação de teatro, tivemos as meninas do Projeto: Os Mesquiteiros, como a maioria do coletivo são meninas, deveria chamar de: As Mesquiteiras, sendo assim, as meninas juntamente com o Educador, Poeta e um mano Porreta Rodrigo Ciríaco recitaram alguns poemas de autores/as periféricas e também apresentaram um pouco do que este coletivo, majoritariamente Feminino, apresenta na E.E. Jornalista Francisco Mesquita. Depois tivemos a apresentação do Projeto Marginaliaria, apresentando a arte de juntar, ao mesmo tempo: Música, Poesia Recitada e cantada, Teatro, tudo junto e bem misturado, com certeza mais uma apresentação alucinante e bem provocativa, para nós e para o poder público.

Estava indo tudo a 1000 maravilhas, porém aconteceu o que não esperávamos, quando o Projeto Marginaliaria saiu de cena – pois não tínhamos palco – o céu que estava bem azulzinho começou a mudar o tom de sua cor pra uma cor cinza forte e bem carregada, isso mesmo carregada de nuvens cheias de água, em questões de segundos caiu uma forte CHUVA sobre algumas cabeças e também sobre as tendas que estavam armadas na Praça. Resultado, todos/as se molharam, pelo menos os pés não ficaram a salva. 

A maioria das pessoas correram pra debaixo das tendas, cobrimos os aparelhos e instrumentos de som pra não perdermos na chuva. Um detalhe, após uns 30 minutos de chuva intensa o rio começou a encher e a nossa preocupação aumento na mesma hora, a chuva não parava de cair, levamos um susto grande quando um raio caiu bem próximo de nós botando a galera em pânico embaixo da tenda, mas mesmo assim ficamos até o fim da chuva e de repente o sol começou a raiar novamente, entre as nuvens cinzentas e avermelhadas que pairavam no horizonte... Infelizmente algumas apresentações foram prejudicadas por conta da chuva, mas nem por isso desistimos de fazer o que tínhamos planejado. Organizamos um cortejo e começamos a subir as ruas, vielas e becos da comunidade do Buraco Quente, para os mais conhecidos a Favela do Buraco Quente.

Galera, ai sim foi um momento cheio de emoções, agitações em parar das crianças, das mulheres, dos/as jovens, dos/as idosos/as, enfim dos moradores/as da região que contaminou profundamente o nosso objetivo: Queremos e muito um espaço cultural em nossa região.

Algumas pessoas saiam de suas casas, bares, vielas para verem o que estava acontecendo nas ruas estreitas da comunidade; neste momento íamos recitando alguns poemas periféricos, cantando músicas populares, enfim trocando muitas informações e experiências com a comunidade. O cortejo já tinha um local certo pra chegar, este lugar era a E.E. Jornalista Francisco Mesquita onde aconteceu um grande Sarau organizado pelas Mesquiteiras com a ajuda do Rodrigo Ciríaco, porém o mesmo Sarau mudou de nome, e se tornou o Sarau da Cultura da Z/L. Com muito suor, lágrimas e alegrias a flor da pele realizamos um grande evento de música, poesia e muita festa. Resultado disso foi a junção e o fortalecimento dos vários coletivos existentes em Ermelino Matarazzo pra juntos lutarmos pelos nossos anseios, desafios e pelas nossas conquistas.

Acredito que até aqui conseguimos passar um pouco do que aconteceu em nosso Manifesto e estamos mais do que decididos com as nossas propostas e idéias, e não iremos parar por aqui, pois isso tudo é apenas o re-começo de uma história que jamais terá fim.

Vamos que vamos!!!!!!!!!!!!!!
Nos encontraremos sempre na LUTA, pode acreditar!

Vander e Carla.






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